Símbolo de Belo Horizonte, o Mercado Central não será mais o mesmo após a reabertura do comércio na metrópole. Alguns lojistas já comunicaram que não irão mais funcionar no espaço, fundado há 90 anos. 

Até o momento, pelo menos 30 estabelecimentos fecharam as portas em definitivo, informou o superintendente Luiz Carlos Braga. Por causa da pandemia do novo coronavírus, apenas as lojas que prestam serviços essenciais estão autorizadas a funcionar. 

Hoje, dos 380 estabelecimentos do Mercado, apenas 110 receberam aval da prefeitura para abrir as portas durante a crise sanitária. Antes da pandemia, mais de 31 mil pessoas circulavam, por dia, pelas galerias do cartão-postal. Atualmente, são cerca de 2 mil visitantes, sendo que não pode passar de 370 ao mesmo tempo.

As rígidas regras de segurança para impedir a contaminação por Covid-19 fecharam cinco das oito portarias que dão acesso ao Mercado Central. "Esperamos o momento adequado para reabrir. Vivemos uma situação lamentável, mas queremos funcionar com segurança para a população", disse Braga.

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