O brasileiro gasta, em média, 40% do valor do carro por ano apenas com manutenção e despesas. E um dos itens que mais pesa no orçamento é o seguro. Mas pesquisar com atenção pode resultar em uma economia de até 48% para motoristas de Belo Horizonte. Levantamento feito pela Associação de Consumidores Proteste, com seis perfis de consumidores e cerca de 300 apólices, mostra que é possível deixar de gastar R$ 2.227 por ano, em caso de clientes na capital mineira.

A maior economia encontrada pela Proteste em Belo Horizonte foi para o seguro de um Toyota Corolla ano 2013, para um homem casado, com 56 anos, 22 de habilitação. Enquanto uma seguradora chegou a cobrar R$ 4.679 anuais pela proteção, outra empresa oferece o mesmo serviço por R$ 2.451.

“Avaliamos o custo e a qualidade do contrato, incluindo variáveis como exclusão de coberturas, abrangência, franquia e assistência 24 horas. E no final chegamos ao produto com a melhor relação custo-benefício”, diz a pesquisadora em Seguros da Proteste, Gisele Rodrigues.

Segundo a especialista, assim como o preço, nem tudo é igual quando o assunto é seguro de carro. Há aqueles que cobrem riscos na pintura e danos no pneu, os que têm cobertura no Mercosul, e os que não oferecem carro reserva, por exemplo.
A leitura detalhada do contrato evita transtornos, como descobrir que não tem direito àquela cobertura exatamente na hora que precisar utilizar. “É necessário certificar-se se o seguro garante cobertura a prejuízos causados a terceiros”, afirma.

Outro ponto que exige uma dose extra de cautela é a franquia. “Às vezes um preço acessível pode esconder um valor altíssimo da franquia. Em alguns casos, pode chegar a 250% do custo anual do seguro”, alerta. Gisele diz que todas as seguradoras do teste foram mal avaliadas nesse item, com cobranças acima de R$ 1.500.

Ela também recomenda que o motorista fique atento às gratificações concedidas ao segurado a cada renovação sem sinistro. “O desconto não é automático. O segurado deve avisar o corretor para continuar mantendo a classe de bônus”, afirma.

Também é importante saber quais são as situações que reduzem a classe de bônus e os prazos de renovação da apólice sem a perda do desconto.

Para encontrar o produto que cabe melhor no bolso e atenda às necessidades do motorista, a pesquisadora da Proteste aconselha o consumidor a fazer simulações no site: www.proteste.org.br/seguroautomovel.

“Fatores como parar o carro na rua ou na garagem, índice de roubo de carro onde mora, o modelo do veículo, ter filhos jovens que usam o automóvel e até ser um homem solteiro influenciam diretamente na conta final”, diz.