Quase a totalidade da população de Belo Horizonte considera muito grave a pandemia da Covid-19, a enfermidade respiratória causada pelo novo coronavírus. É o que revela pesquisa feita pela KriteriON Pesquisas/Instituto Valor Pesquisa e Marketing, com 1.721 pessoas, entre os dias 19 e 21 deste mês.

O percentual de pessoas que avaliaram a epidemia como muito grave é de 95,2% (margem de erro de dois pontos percentuais, para cima ou para baixo). O levantamento mostra que homens, pessoas entre os 35 e 44 anos e com renda mensal superior a 5 salários mínimos (R$ 5.225) predominam entre os 4,5% que avaliam a doença como 'nada grave'. Outro aspecto perguntado foi a previsão de retorno à normalidade total na capital mineira. A expectativa média é de 4,2 meses.

Com relação às medidas de higiene e saúde adotadas ou reforçadas devido à Covid-19, 96,6% dos entrevistados disseram ter passado a lavar as mãos mais vezes; 81,4% deixaram de abraçar e cumprimentar com beijos; 76% passaram a usar álcool gel; 62,6% manter distância física das pessoas e 60,2% evitar transporte público ou por aplicativos.

Sobre o volume de compras a partir da decretação da pandemia, 61% das pessoas ouvidas garantiram não ter feito mudanças em relação ao habitual, enquanto 11,2% admitiram ter comprado mais do que o costume e 26,% afirmaram não ter ido aos supermercados.

O levantamento quis saber ainda sobre os hábitos de trabalho durante a quarentena e, de modo surpreendente, 59% dos entrevistados (entre pessoal de empresas privadas e públicas) afirmou não ter mudado em nada sua rotina. Já 13,1% disseram estar trabalhando em casa. Entre os autônomos, 58,3% garantiram ter mantido as atividades.

Governantes
A pesquisa ainda avalia a percepção em relação à atuação dos três níveis de governo para enfrentar a crise. Quem aparece com melhor percentual é o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, avaliado positivamente por 71% dos entrevistados. No caso do governador de Minas, Romeu Zema (Novo), o percentual é de 28%. Entre eles está o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), com 31%.

Move

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