Você confia no que diz a embalagem do produto que você compra? Pois saiba que a PROTESTE Associação de Consumidores descobriu uma quantidade de gordura trans "escondida" em alguns produtos cuja embalagem diz que a substância não existe. A pesquisa foi publicada na edição 10 da revista "Proteste saúde" publicada neste mês.
 

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A associação testou 53 alimentos industrializados, cujas embalagens afirmam que o produto não possui gordura trans. Segundo a Proteste, a maioria dos produtos avaliados não contém gordura trans. Porém, alguns alimentos, como a batata Pringles, contém alto teor da substância, contrariando o que está escrito no rótulo.

Além da batata Pringles, a análise revelou a presença de gordura trans na pipoca de micro-ondas Chinezinho, nos biscoitos de polvilho, e no de chocolate Adria, na torta de frango congelada, e na rosquinha Bom Preço. Veja a relação dos alimentos analisados e o teor de gordura que a Proteste encontrou nos alimentos:

 

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De acordo com a organização Mundial da Saúde, a ingestão dessa gordura não pode ultrapassar 1% do valor calórico total da dieta diária, que para um adulto é de apenas 2g. Segundo a Proteste, ao consumir 100 g de batata Pringles ou de pipoca de micro-ondas Chinezinho, o consumidor já ultrapa o limite permitido pela OMS.

 

A gordura trans é utilizada para dar mais cor, textura e sabor aos alimentos e é produzida a partir da reutilização prolongada de óleos na fritura de alimentos. Segundo a OMS, a ingestão da substância está associada à doenças como obesidade, hipertensão, diabetes tipo 2 e alta no colesterol.