Citroën e Peugeot lançam simultaneamente no Brasil os comerciais leves Ë-Jumpy e e-Expert. Com preços sugeridos de R$ 330 mil, o furgões chegam para ampliar a gama eletrificada da Stellantis por aqui.

Na estratégia do grupo, as francesas serão a ponta-de-lança da eletrificação na América Latina. O primeiro elétrico do grupo foi Peugeot e-208 GT, seguido do Fiat 500e. No entanto, é no setor de transportes que as baterias parecem ter mais energia.

Isso porque quando se compra um furgão, ônibus ou caminhão, não se conta apenas o preço do veículo, mas seu custo operacional. Peugeot e Citroën apontam que o custo de manutenção é 60% menor. 

E faz sentido, uma vez que um carro elétrico não precisa substituir itens de desgaste de motor como filtros, velas, cabos, correias, lubrificantes e fluidos refrigerantes. Basicamente, eles consomem pastilhas e pneus. Além disso, a dupla ainda garante que o custo do km rodado é mais baixo que o gasto com gasolina, etanol ou diesel. 

No entanto, o frotista deve ter em mente que seu raio de ação é limitado. Segundo as francesas, a autonomia do Ë-Jumpy e do e-Expert são de 330 km. A marca afirma que já há um ecossistema de 750 pontos de recarga no Brasil. Mas num país continental, esse volume ainda é ínfimo.

Assim, além do carro é preciso instalar um wallbox na garagem da firma. Também é preciso limitar o raio na casa dos 150 quilômetros para não correr o risco de ficar sem energia e as encomendas chocando no bagageiro. 

E por falar em carga, o compartimento conta com 6,1 metros cúbicos e capacidade de 1 tonelada. Volume que não ultrapassa o Peso Bruto Total (PBT) de 3,5 toneladas, o que permite ser conduzido por motoristas com habilitação B.

Motor e bateria

Para levar mil quilos no lombo e rodar os 330 km declarados pelas fabricantes, os furgões são equipados com unidade de 136 cv e 26 kgfm de torque, alimentados por baterias de 75 kWh. 

Já a garantia das baterias é de oito anos ou 160 mil km. Para um carro de carga, que roda muito todos os dias para poder se pagar e manter o negócio, essa quilometragem da garantia pode se esgotar rapidamente. 

Assim, se o frotista roda 4 mil quilômetros mensais, que corresponde 200 km, de segunda à sexta-feiras, a garantia terminaria em três anos. No entanto, se a van consumir diariamente a autonomia de suas baterias. O limite será ultrapassado em 18 meses.

E com uma garantia de perna curta, questionamos sobre a vida útil das pilhas. Peugeot e Citroën disseram que: “A vida útil das baterias depende do ciclo de carregamento. O usuário comercial deve entender seu uso e programar o carregamento da bateria de forma a conservar sua melhor vida útil. O carregamento lento é mais propenso a fazer a bateria ter mais vida útil. Entretanto o usuário deve fazer seu planejamento de acordo com o fluxo necessário de seu negócio. Importante é que o veículo está preparado para vários tipos de carregamento (rápido e lento) para se adequar a vários perfis”, explicou, mas faltou dizer a durabilidade.