A Peugeot acaba de lançar a nova geração do 208, que chega a partir de R$ 75 mil, importada da Argentina. A grande sensação do hatch é a versão elétrica e-GT, que se posicionará no topo da gama. Ela deveria ter sido lançada junto das demais opções com motor 1.6. No entanto, só foi anunciada e pode estrear apenas em 2021. Mas vai depender do interesse do público. Tanto que nem preço tem.

O hatch chega ao mercado, importado da Argentina, para disputar mercado no concorrido segmento de compactos, segmento que a geração passada, que foi descontinuada, não conseguiu se impor. Com desenho arrebatador e um pacote de conteúdos sofisticados com faróis com facho automático, monitor de faixa com corretor de trajetória e frenagem automática, o leão quer se tornar referência no segmento. A geração passada também chegou fazendo caras e bocas e se tornou mais um automóvel injustiçado devido à desconfiança do consumidor com a marca. 

 

Bico doce
De acordo com a presidente da PSA no Brasil, Ana Theresa Borsari, a expectativa é que o 208 tenha o mesmo impacto que o 206, quando foi lançado no início dos anos 2000. De fato o 206 teve bom desempenho por aqui, mas ficou afamado por ser um carro frágil e de desvalorização acentuada.

Para mudar a imagem da marca e indicar sua visão de futuro, a Peugeot venderá o 208 com motor 1.6 e sua opção elétrica e-GT. O motor PureTech 1.2 turbo de 130 cv é exclusivo para o mercado argentino. Mas a executiva explica a razão de não oferecer a opção sobrealimentada por aqui. De acordo com Ana Theresa, foi escolhida a opção mais sofisticada e no futuro também serão oferecidas opções híbridas. Mas resta saber se ele realmente vai chegar.

Isso porque a PSA quer testar a receptividade do consumidor. Quem quiser encomendar o carro poderá se cadastrar no site da Peugeot e demonstrar sua intenção de compra. No início de 2021 todos os cadastrados serão “lembrados” se ainda querem ou não comprar o carro. E depois das confirmações (e dependendo do volume) é que será aberta a pré-venda e os valores serão divulgados. Ou seja, se ninguém der bola, o leão vira mico.

1.6
Mas o que existe de fato é a gama com motor 1.6 de 118 cv, que é o mesmo bloco que equipava a antiga geração. Ele é combinado com transmissão automática de seis marchas, sem opção de caixa manual. Esse motor oferece bom desempenho, mas não é capaz de entregar a eficiência dos moderninhos 1.0 três cilindros turbo de Polo, Onix e HB20. 

Mas a Peugeot deixa claro que hatch não busca grandes volumes. Seu antecessor tinha versões que partiam dos R$ 57 mil. Agora o 208 orbita em uma faixa entre R$ 75 mil e R$ 95 mil, que faz dele o compacto mais caro do mercado, abaixo apenas do esportivo Polo GTS. Isso sem dizer que o modelo também se posiciona em degraus de preços que são ocupados por utilitários-esportivos compactos. E para se mostrar mais atraente, o carrinho, além de bonito, aposta em um pacote farto de conteúdos. 

Active 1.6 AT6 - R$ 74.990 
A versão inclui rodas aro 16, luz diurna em LED (DRL), grade com detalhes cromados, quatro airbags, piloto automático, vidros e travas elétricas, multimídia de sete polegadas com Apple CarPlay e Android Auto, duas portas USB e controles de som no volante. Com o kit “Pack” (R$ 82.490) adiciona teto solar panorâmico, ar-condicionado digital e câmera de ré.

Allure 1.6 AT6 - R$ 89.490
Esta versão adiciona quadro de instrumentos i-cockpit 3D, bancos em alcântara, carregamento de celular por indução, rodas aro 16, acesso e partida sem chave, além de volante em couro.

Griffe 1.6 AT6 - 94.990 
A versão topo de linha acresce sensores de chuva e crepuscular, faróis full-LED, retrovisores e aerofólio em tom preto brilhante, câmera 180°, alerta de saída de faixa (com correção de trajetória), frenagem de emergência automática, alerta de colisão, detector de fadiga, assistência de farol alto, reconhecimento de placas de velocidade e sensor de estacionamento traseiro.