O Peugeot 208 deveria chegar agora ao mercado, mas devido à pandemia do coronavírus, a marca do leão decidiu postergar. Ao que tudo indica, ficará para setembro. E a novidade é que ele contará com versão elétrica e-GT, que servirá de consolo para ausência do motor turbo, descartado para o mercado brasileiro. No entanto, o esportivo a pilha virá num segundo momento.

A Peugeot tem sido cautelosa com o novo 208. Ao contrário de marcas como Chevrolet, Volkswagen e Fiat, que lançaram suas apostas para o ano, mesmo no período de isolamento, a francesa preferiu esperar. E fez certo. Por aqui, a marca não tem o mesmo cacife que as rivais, muito em função das patacoadas do passado, que mancharam o nome dela. 

Assim, a fabricante espera que até setembro o novo normal esteja mais amigável e permita um contato mais próximo com o modelo. Mas fato é que o novo 208 é um carro revolucionário, tanto que foi eleito como carro do ano, na Europa, em 2019.

Com desenho que dispensa comentários, se o critério de escolha para o hatch fosse a beleza, Onix, Argo e Polo não teriam a menor chance de competir com ele. O pacote de conteúdos também impressiona, com direito a quadro de instrumentos 3D (iCockpit), bancos forrados em alcântara, teto solar panorâmico, partida sem chave, carregamento de celular por indução magnética e outros mimos que colocam o felino em condições de peitar os rivais.

Aspirado

No entanto, a Peugeot venderá esse carro apenas com o motor 1.6 de 118 cv e 16,8 mkgf de torque, combinada com transmissão automática de seis marchas. Trata-se da unidade que já equipa a atual geração do hatch, assim como o SUV 2008. Ele não contará com novo motor 1.2 turbo e nem mesmo com o excelente THP 1.6 de 173 cv, do 2008, 3008 e 5008. 

Nesse quesito, o leão tropeça antes de correr atrás de suas presas. Afinal, Onix e Polo já contam com motores 1.0 turbo e a Fiat prepara para breve o lançamento da unidade Firefly 1.0 turbinada com 130 cv. 

Especulações

A marca não explica as razões para não trazer esse motor por agora. Uma suposição plausível seria o fato de a unidade 1.2 recolher mais IPI que um motor 1.0. Isso é fato. Outra possibilidade é que com a fusão entre PSA e FCA, a Peugeot teria um motorzinho turbo 1.0 feito em Betim e não precisaria importar o 1.2 da França ou gastar os tubos para nacionalizá-lo na Argentina.

Mas seja como for, fato é que o 208 será o primeiro hatch compacto que terá derivação elétrica. A marca confirmou a chegada do e-GT, que terá unidade de 133 cv e 26,5 mkgf de torque. No entanto, deverá concorrer num degrau superior, onde já figura o conterrâneo Renault Zoe.