Mesmo diante à grave crise financeira que assola o Estado, o Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais registrou um crescimento de 1,2% no ano passado, em comparação a 2017, totalizando R$ 598 bilhões. O resultado é superior ao crescimento de 1,1% da economia brasileira no mesmo período, segundo o estudo "Conjuntura Econômica de Minas Gerais", publicado nesta quinta-feira (28), pela Fundação João Pinheiro (FJP).

O principal responsável por impulsionar a economia mineira foi o setor agropecuário, que registrou alta de 5,7% em comparação com 2017. Os protagonistas desse crescimento foram a producão de café, que saltou de 1,4 milhões de toneladas em 2017 para 1,9 milhões de toneladas no ano passado, representando 55% da produção brasileira; e a produção de leite, que aumentou de 8,2 milhões de litros em 2017, para 9 milhões de litros em 2018.

O vilão da economia mineira, contudo, tem sido o setor mineral, que neste ano vive nova crise devido à catástrofe do desabamento da barragem Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho. No resultado agregado do ano passado, Minas registrou queda de 2% na produção mineral, enquanto a atividade de mineração do país teve alta de 1,2%.

"Esse cenário mostra que a economia mineira é perfeitamente capaz de crescer, mesmo com a redução da atividade mineral e diante um cenário ruim no país todo. Para 2019, a expectativa é de mais quedas no setor, principalmente pelo descomissionamento das barragens. Vamos ver como outros setores vão se comportar", avalia o economista Raimundo de Sousa Leal Filho, da FJP.

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