Candidato à reeleição ao governo de Minas, Fernando Pimentel (PT) fez uma importante revelação que pode ter influenciado nas negociações entre os partidos para as eleições de outubro.

Principal aliado de Pimentel durante o mandato, o MDB era cotado como um dos prováveis apoiadores à candidatura do atual governador.

Entretanto, segundo o petista, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), candidata ao Senado, se mostrou contrária à aliança com um dos partidos que articularam o pedido de impeachment, que culminou com sua deposição da presidência, em 2016.

“A presidente (Dilma) fez uma observação que eu acho justa, dizendo que ela não se sentiria confortável com a presença na chapa majoritária de um deputado federal que tivesse votado a favor do impeachment dela. É legítimo. Essa questão está superada, porque o MDB fez outra coligação”.

Mesmo ressaltando que não houve atrito com a ex-presidente na escolha dos partidos que iriam compor a coligação, Pimentel afirmou que via com bons olhos o apoio dos emedebistas.

“Eu queria o MDB estadual, que foi nossa base e continua conosco. Uma parte do MDB estadual continua conosco e não tem qualquer constrangimento em relação a eles”.

Após longa negociação, que durou até os últimos minutos do prazo para o registro das alianças, o PT definiu sua base de apoio com PCdoB, PSDC, DC e PR.

Já o MDB havia apoiado a candidatura de Marcio Lacerda ao Palácio da Liberdade. Com a desistência do ex-prefeito de Belo Horizonte de concorrer ao cargo, o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) Adalclever Lopes (MDB) vai encabeçar a chapa que conta com o PDT, PV, PROS, PRB e Podemos.