Que tal ganhar um dinheiro com aquela furadeira encostada no seu armário sem dela se desfazer? Ou com os vestidos de festa que você só usou uma vez? Por outro lado, por que comprar um aparelho de karaokê para sua festa, sabendo que ele pode ficar inutilizado o resto do ano, se você pode alugar um?

Foi a partir de perguntas como essas e com os princípios da economia compartilhada na cabeça que um grupo de quatro empresários mineiros decidiu criar o Allugator. Nesta plataforma virtual é possível colocar para locação quaisquer objetos que uma pessoa acha que pode ser de interesse de outra. E qualquer um pode alugar o que estiver à disposição.

Como funciona

A lógica é parecida com a do Mercado Livre, mas, ao invés de compra, a relação é de locação. Após um cadastro com nome, endereço e telefone, basta fazer o upload da foto do produto a ser disponibilizado ou fazer a busca do que se pretende alugar. 

São várias as categorias disponíveis, passando por ferramentas, roupas, instrumentos musicais, mochilas, equipamentos esportivos e videogames.

Numa busca rápida, é possível encontrar desde barracas de camping (cerca de R$ 35 o dia), caixas de som (R$ 20) e câmeras go-pro (R$ 15 a R$ 50), que estão entre os equipamentos mais compartilhados e alugados. Mas há também medidores de decibéis, churrasqueiras, guitarras, betoneiras para obras e fantasias de carnaval.

Depois da escolha, o dono do produto é notificado do interesse de aluguel por parte de outra pessoa, e os dois usuários envolvidos na transação combinam a melhor forma de entregar o item. O pagamento pelo uso é feito na plataforma, que fica com uma taxa de administração de 19%.

"Nossa proposta é fazer com que a oferta de produtos considere a proximidade entre locador e locatário, facilitando ao máximo a entrega”, explica Pedro Salles Sant’Anna, diretor de operações da empresa. Além disso, usuários que convidarem amigos a participar podem receber bônus de R$ 10.

Aplicativo

O negócio nasceu a partir da parceria entre Pedro e seu amigo de infância, Cadu Guerra Lemos, hoje diretor executivo da Allugator. 

“O Cadu viu uma palestra sobre empreendedorismo criativo, dada por uma pesquisadora australiana. Ela dizia ‘por que gastar 250 dólares para comprar uma furadeira, sendo que só preciso de um buraco para dependurar um quadro?’. Nesse momento ele teve um estalo: ‘por que não trabalhar com isso?’”, conta Pedro.


Com outros dois sócios, o grupo participou de um processo de aceleração de startups na incubadora TechMall, em BH, que teve início ano passado e terminou em março deste ano. 

Para o segundo semestre, a empresa planeja o lançamento de um aplicativo de celular para impulsionar os compartilhamentos que, atualmente, tem 85% dos clientes na Região Metropolitana de Belo Horizonte. 

Uma meta do grupo é expandir os negócios nas cidades de São Paulo, onde conta com um concorrente, Recife e Rio de Janeiro.

Serviço:

Allugator
www.allugator.com
E-mail: contato@allugator.com 
WhatsApp: (31) 99535 2724