A Polícia Federal desencadeou na manhã desta terça-feira (12) a operação Saruman em combate ao crime de extorsão. O suspeito é um gerente da Caixa, que estaria, na qualidade de fiscal de contrato, extorquindo empresas de segurança privada contratadas pelo banco para prestar atuar nas diversas agências em Minas Gerais. Estima-se que somente uma das empresas tenha pago em torno de R$ 1 milhão a título de propina para o funcionário. Pelos serviços contratados, a Caixa paga mais de R$ 9 milhões por mês para prover a segurança de suas agências no Estado.

Logo no início do dia, foram cumpridos três mandados judiciais de busca e apreensão, dois em Belo Horizonte e um em Varginha, no Sul do Estado. Um dos mandados foi cumprido na própria gerência do banco.

De acordo com a PF, o funcionário do banco era responsável pela elaboração dos editais de licitação, contratação e posterior fiscalização dos serviços de diversas empresas de segurança privada contratadas para prestar segurança às agências no Estado. Nessa função, passou a exigir vantagens de empresários, sob pena de inviabilizar o recebimento de faturas apresentadas para pagamento pelos serviços. 

Há, ainda, suspeitas de falsificação em guias de recolhimento de FGTS, desonerando as empresas contratadas e, por conseguinte, possibilitando o pagamento de propinas. O Inquérito Policial visa, agora, descobrir se outras oito empresas contratadas pelo banco no Estado também foram vítimas da atuação criminosa do investigado.

O Delegado de Polícia Federal responsável pelo Inquérito Policial informou que o gerente da Caixa será indiciado pelo crime de concussão, previsto no artigo 316 do Código Penal, com pena máxima de oito anos, havendo possibilidade de envolvimento de outras pessoas, inclusive outros servidores da Caixa, configurando uma associação criminosa que poderá elevar a pena para mais de 12 anos de reclusão.

Por meio de nota, a Caixa informou que "adotou os procedimentos para apuração interna dos fatos, fato gerador de processo disciplinar e civil, e que atuou junto à Polícia Federal, o que culminou na operação. O banco ressalta que está em contato permanente com as autoridades policiais, colaborando de forma irrestrita com as investigações", comunicou em documento..

Fonte: Polícia Federal