Primeiro governador do PT eleito em Minas, o ex-ministro Fernando Pimentel se tornou também o primeiro ocupante do Palácio da Liberdade a ser investigado pela Polícia Federal (PF).

Mediante autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Pimentel é o alvo principal da Acrônimo, uma das três operações de grande envergadura desencadeadas pela PF em 2015, ano marcado pela consolidação da operação “Lava Jato” e pelo surgimento da Zelotes.

“As ações da PF, de um modo geral, simbolizam uma ameaça constante aos maus feitos da política e podem geram bons frutos num futuro próximo”, analisa Malco Camargos, cientista político da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG).

Conforme mostrou o Hoje em Dia em série de reportagens publicadas ao longo do ano, a Acrônimo mira ainda a primeira dama de Minas, Carolina Pimentel, e alguns dos principais colaboradores do governador.

Em segredo, os federais investigam suspeita de desvios de verbas públicas, lavagem de dinheiro e caixa 2 eleitoral em um esquema de corrupção operado pelo jovem empresário Benedito de Oliveira Neto, o Bené.

Em dez anos, as empresas ligadas a Bené amealharam cerca de R$ 500 milhões com o governo federal. Uma gráfica do empresário chegou a ser contratada pela campanha de Pimentel. Mas segundo a PF os gastos foram subfaturados, uma forma de escamotear o verdadeiro custo da campanha do petista.

Por esse motivo, além da esfera criminal, o governador enfrenta processos na área eleitoral, tanto que já teve as prestações de contas desaprovadas pela Justiça. Confira no infográfico outros casos rumorosos de 2015, um dos anos mais turbulentos da política brasileira.