Cerca de 80 pessoas conseguiram escapar de um ataque em Bamako, na capital do Mali, na manhã desta sexta-feira (20). Homens armados entraram em um hotel de luxo, o Radisson Blu, e fizeram cerca de 170 reféns.

"Ataque ao Hotel Radisson: as forças especiais lançaram o assalto, primeiros reféns libertados, cerca de 80" indicou a televisão estatal maliense ORTM.

"As forças de segurança libertaram cerca de 30 reféns e outros conseguiram fugir", disse à AFP o ministro da Segurança, coronel Salif Traoré, sem dar mais detalhes.

Ao menos três pessoas sequestradas foram mortas na tomada de reféns[onde as forças especiais atacaram e conseguiram "libertar dezenas" de reféns.

A nacionalidade dos mortos ainda estão sendo verificadas. As autoridades estimam que os atacantes eram "dois ou três".

Em agosto deste ano, cinco funcionários que trabalhavam para a missão da Organização das Nações Unidas (ONU) no Mali morreram junto com mais sete pessoas qe foram sequestradas em um hotel em Sevaré, no centro do país.

O ataque, também atribuído a supostos jihadistas terminou com 12 mortos.  Uma fonte do governo maliano informou na época, em comunicado, que sete pessoas ligadas ao assalto foram detidas. Nenhum grupo reivindicou o ataque, mas as autoridades suspeitam do envolvimento de seguidores de Amadou Kouffa, um jihadista local próximo da Al Qaeda no Magrebe Islâmico.

Em março, um atentado contra estrangeiros no Mali ocorreu em um restaurante da capital, Bamako, e deixou cinco mortos, dois deles europeus.

Hollande pede prudência a franceses em "países sensíveis"

O presidente francês, François Hollande, pediu aos franceses que se encontram em "países sensíveis" que "tomem suas precauções", enquanto cerca de 40 policiais de elite franceses foram enviados ao Mali, após o ataque a um hotel.

Estes policiais, especialistas em sequestros, viajavam a Bamako, capital do Mali, onde um grupo de homens armados assaltou um hotel e fizeram reféns 170 pessoas, várias dezenas das quais foram liberadas depois após uma intervenção das forças armadas malienses, ou conseguiram escapar.

Segundo a direção da empresa francesa Air France, doze de seus funcionários estavam no hotel, o Radisson, no momento do ataque, mas agora encontram-se num "local seguro".

Este ataque na capital maliense ocorreu uma semana após os atentados terroristas em Paris, reivindicados pelo grupo Estado Islâmico (EI), com um saldo de 129 mortos.

* Com agências