A Polícia Civil vai abrir inquérito para apurar se a prefeita afastada de Santa Luzia, Roseli Pimentel (PSB), foi alvo de um atentado na noite de domingo (19). A denúncia foi feita pelo marido da parlamentar, que é sargento da Polícia Militar.

O homem contou que estava na varanda de casa quando bandidos direcionaram uma luz vermelha, que ele acredita ser de uma arma com mira a laser, em direção à enteada. No Boletim de Ocorrência, o sargento relatou que, por ser noite, os criminosos podem ter confundido as duas mulheres.

Ele declarou que a ameaça vinha de uma mata que rodeia a residência da família. Com uma arma em punho, o sargento foi atrás dos suspeitos, que atiraram duas vezes. O militar disse que revidou atirando três vezes. Ninguém se feriu na ocorrência.

O marido de Roseli informou, ainda, que no último dia 22 ocorreu um incêndio de grandes proporções na mata que fica próximo da casa. Ele acredita que o ato foi criminoso com o intuito de facilitar o acesso ao imóvel.

O caso foi registrado na Delegacia de Plantão de Santa Luzia. A reportagem não conseguiu contato com o advogado Marcelo Leonardo, que defende a parlamentar.

Histórico

Roseli Ferreira Pimentel cumpre prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, desde 9 de outubro. Ela estava presa no Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, em Belo Horizonte, desde o início de setembro. 

Roseli está presa suspeita de ser mandante da morte do jornalista de uma publicação que circula na cidade. Segundo as investigações, o jornalista do "O Grito" recebeu cinco disparos porque estaria exigindo dinheiro para não divulgar denúncias contra a prefeita, no período eleitoral de 2016. 

Além da prefeita afastada, foram denunciadas pelo Ministério Público outras dez  pessoas. Os suspeitos irão responder por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e com uso de recursos que dificultaram a defesa da vítima.

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