A Polícia Militar de Minas Gerais realizou a apreensão neste domingo (2) de R$ 11 mil que seriam destinados ao pagamento de pessoas que estariam efetuando boca de urna durante a eleição em Belo Horizonte. O dinheiro estava separado em diversos envelopes com os nomes dos destinatários. 

Arregimentar eleitores ou fazer propaganda de boca de urna no dia da eleição é crime conforme a Lei 9.504/1997. A pena varia de seis meses a um ano de detenção, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, e multa de R$ 5 mil a R$ 15 mil.

O dinheiro foi encontrado em um carro na Vila Senhor dos Passos, na região Noroeste da capital mineira. Três pessoas que
estavam no veículo foram pegas em flagrante e conduzidas à delegacia da Polícia Federal. Elas portavam um revólver e uma réplica de revólver. Não foi informado qual candidato seria o beneficiado pela boca de urna.

O número de conduzidos à Polícia Federal soma agora 8 pessoas em Belo Horizonte. No restante do estado, segundo a Polícia Militar, 280 pessoas foram encaminhadas a delegacias. Destes, 80 a maior parte são candidatos a vereador. Há também dois candidatos a vice-prefeito, das cidades de Campo do Meio e Romaria.

A Polícia Militar fala em condução e não detenção, porque os juízes de plantão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) precisam avaliar cada caso para decidir se o flagrante de fato configura o crime ou não.