Em clima de indignação, foi sepultado nesta quinta-feira (19), em Brasília, o corpo do agente da Polícia Federal Wilton Tapajós Macedo, assassinado a tiros na última terça-feira. Ele foi sepultado no mesmo local onde foi executado, junto ao túmulo dos pais. Mais de 500 pessoas acompanharam o cortejo. Entre elas muitos policiais trajando uniforme, seguidos por viaturas com sirenes ligadas. Wilton Macedo atuou na Operação Monte Carlo que prendeu o empresário de jogos de azar, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

O secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar, informou que já está na pista de dois suspeitos do crime. "Não adianta se esconderem. As polícias Civil e Militar estão mobilizadas, no esforço conjunto para esclarecer esse crime brutal e prender os assassinos", afirmou.

O delegado Matheus Mella, encarregado da operação Monte Carlo, apresentou solidariedade à família e afirmou que não vai medir esforços para localizar os assassinos. "A PF perde um grande servidor, mas não se intimida com esse tipo de violência nem arrefecerá a luta contra o crime", afirmou o delegado.

A Polícia tem certeza de que Tapajós foi executado, mas não tem ainda os motivos: se por causa de sua participação na Operação Monte Carlo ou em outras investigações de risco das quais ele participou, como por exemplo no combate à pedofilia e ao narcotráfico. Também não estão descartadas motivações pessoais, vingança ou queima de arquivo.