Em sua primeira visita a Minas Gerais como pré-candidato a presidente da República, o ex-ministro Sérgio Moro (Podemos) cumpriu nesta quarta-feira (24) agenda com o governador Romeu Zema (Novo), com quem almoçou na Cidade Administrativa. Apesar de dizer que o tema da conversa foi a importância de Minas no debate nacional, sem entrar em questões propriamente eleitorais, a sucessão presidencial foi abordada, como admite o deputado federal Igor Timo, presidente do Podemos em Minas. “O objetivo do encontro foi convidar o governador para participar da construção de um projeto para o país”, resumiu Timo, que acompanhou Moro na visita à Cidade Administrativa.

Diante da identidade dos projetos de ambos, conforme Timo, até mesmo uma eventual composição de chapa com Zema na condição de vice de Moro não pode ser descartada. “O governador deixa claro que seu compromisso é com Minas, mas sem sombras de dúvidas ele seria uma ótima companhia para o Moro ter ao seu lado, até mesmo pelo seu legado até então apresentado ao Estado. Nós temos conversado, procurando abrir portas”, disse. O deputado afirmou entretanto que o assunto não chegou a ser colocado em pauta. “Não abordamos essa questão porque as conversas foram na maioria institucionais”, disse.

Zema tem dito que será candidato à reeleição no próximo ano. O Novo por sua vez tem como pré-candidato a presidente o cientista político Luiz Felipe D’Ávila.

Filiado ao Podemos desde o último dia 10, Moro é um dos pré-candidatos citados como capazes de liderar a chamada “Terceira Via”, ou seja, uma candidatura capaz de fazer frente à polarização entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lideram as pesquisas de intenção de voto até agora.

Zema

Em entrevista à Rádio Itatiaia, ao ser questionado sobre o papel de Minas para a corrida eleitoral, Romeu Zema respondeu como manda a tradição política mineira: “Eu mesmo sempre menciono que campanha para nós é no segundo semestre do ano que vem. Até lá, o que nós temos é pré-campanha, partidos se mobilizando com seus candidatos”.

O governador também explicou que é preciso que o Estado tenha proximidade com todos os possíveis candidatos à Presidência da República, conhecendo a fundo as propostas de cada um. “Queremos que Minas Gerais esteja próxima do Palácio do Planalto, independente de quem estiver o ocupando, porque você precisa estar próximo do centro de decisões do país e precisa de certa maneira ter influência também”, afirmou.