O deputado federal Mauro Lopes (PMDB-MG) está com um pé no primeiro escalão do governo da presidente Dilma [/TEXTO]Rousseff (PT), alvo de um processo de impeachment.

Lopes já foi sondado e espera apenas o convite oficial para assumir, ainda neste mês, o Ministério da Aviação Civil. Em troca do cargo, a bancada do PMDB de Minas não lançará candidatura à liderança da Câmara dos Deputados.

Com o acordo, as candidaturas dos deputados federais Leonardo Quintão e Newton Cardoso Jr serão sepultadas e o deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) deve ser reconduzido ao cargo de líder da legenda.

“Vou definir neste mês ainda. Houve uma sondagem. Estou conversando com os meus aliados”, declarou Lopes, em entrevista ao Hoje em Dia.

Dos sete parlamentares que formam a bancada mineira na Câmara, Quintão teria o apoio apenas do radialista Laudívio Carvalho, que cumpre o primeiro mandato.
Membro do conselho de ética que pode selar o destino político do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Lopes é contrário ao afastamento da presidente Dilma pelas chamadas pedaladas fiscais.

A indicação de Lopes, parlamentar com seis mandatos consecutivos, é vista como mais uma tentativa da presidente de recompensar a ala fiel do PMDB da Câmara.

Na última viagem oficial de Dilma a Minas, na inauguração de um museu no município de Congonhas, Lopes estava no mesmo palanque da presidente.

Atualmente, a pasta da Aviação Civil é ocupada interinamente pelo secretário-executivo do Ministério da Aviação Civil, Guilherme Walter Ramalho.

O antigo titular, Eliseu Padilha (PMDB-RS), pediu demissão em meio à turbulência que viveu o governo com a abertura do pedido de impeachment. Considerado “braço direito” do vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP), Padilha assumiu a secretaria em 1º de janeiro de 2014, quando Dilma tomou posse para o segundo mandato.