A defesa do ex-presidente Michel Temer classificou como "barbaridade" a prisão do emedebista, nesta quinta-feira (21), no âmbito da operação "Lava Jato". A detenção foi autorizada pelo juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio. O MDB também repudiou a prisão. 

Em nota, o partido disse que "lamenta a postura açodada da Justiça à revelia do andamento de um inquérito em que foi demonstrado que não há irregularidade por parte do ex-presidente da República, Michel Temer, e do ex-ministro Moreira Franco. O MDB espera que a Justiça restabeleça as liberdades individuais, a presunção de inocência, o direito ao contraditório e o direito de defesa".

O ex-presidente recebeu voz de prisão da Polícia Federal logo após sair de sua residência, no início da manhã, na zona oeste da capital paulista. Além da prisão, a PF também fez buscas na casa de Temer e no escritório dele.

A PF cumpre um total de oito mandados de prisão preventiva e dois de custódia temporária, 26 de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, e no Distrito Federal. A ação desta quinta-feira (21) é decorrente da operação "Radioatividade", investigação que apurou crimes de formação de cartel e prévio ajustamento de licitações, além do pagamento de propina a executivos da Eletronuclear. Após decisão do Supremo Tribunal Federal, o caso foi desmembrado e remetido à Justiça Federal do Rio de Janeiro.

O inquérito que mira Temer e seus aliados tem como base delações como a do empresário José Antunes Sobrinho, ligado à Engevix. De acordo com a PF, Sobrinho fala sobre "pagamentos indevidos que somam R$ 1,1 milhão, em 2014, solicitados por João Baptista Lima Filho e pelo ministro Moreira Franco, com anuência do Excelentíssimo Senhor Presidente da República Michel Temer, no contexto do contrato da AF Consult Brasil com a Eletronuclear".

*Com Estadão Conteúdo.

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