O acirramento das eleições presidenciais mobilizaram os brasileiros dentro e fora do país. Na França, onde mora desde 2010, a jornalista brasileira Cinthia Nascimento Coelho-Fize, se deslocou de Marselha a Paris, para realizar o voto em trânsito, um trajeto de 650 quilômetros e três horas e trinta minutos de trem-bala. Ela desembolsou 200 euros na viagem considerando que fez o percurso no primeiro e no segundo turno, e diz que que sequer cogitou a hipótese de se ausentar do pleito.
 
“Votar pra mim é mais do que exercer um direito de eleger um presidente. Votar é a possibilidade que eu tenho de ainda poder interferir nos desígnios do meu país, apesar dos mais de 9 mil quilômetros que me separam do Brasil. Para mim, votar sempre foi algo que muito me orgulhou. Agora, me emociona. Por hipótese alguma deixaria de comparecer às urnas amanhã”, afirmou.
 
Ela brinca que, quando morava em Belo Horizonte, votava no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), que fica a poucos metros de sua casa, e se deslocava a pé. “Agora saio do sol da minha Marselha para o frio horroroso de Paris”. Na França, Cinthia abriu uma agência de comunicação estratégica onde presta serviço para pequenas e médias empresas.