No apagar das luzes do ano, a Câmara Municipal de Nova Lima, na Região Metropolita de Belo Horizonte, votou, ontem à noite, em convocação extraordinária, projetos de lei dentro de um pacotão tributário para o exercício de 2016.

Dentre as propostas, estava a que autorizaria o reajuste do Imposto sobre Propriedade Territorial Urbana (IPTU) numa variação inicial de 10% até mais de 300%. As alíquotas dependeriam dos bairros. No entanto, a proposta foi rejeitada por sete votos contrários e um a favor, do vereador Gilson Marques (PSL). Houve duas abstenções. O projeto da planta genérica, remetendo à proposta do IPTU, previa a revisão dos valores de alguns imóveis do município, mas não foi acatado pela Câmara. O reajuste do IPTU foi proposto pelo prefeito Cássio Magnani (PMDB).

Minutos antes do início da plenária, que começou às 18h e terminou às 21h30, o presidente da Casa, José Geraldo Guedes (DEM) se reuniu com os assessores. O clima era de tensão, já que populares ocupavam as galerias da Casa.
Já o orçamento para o ano que vem foi aprovado por nove votos a favor. Ele prevê R$ 480 milhões para o próximo ano, uma queda de 20% em relação a 2015, quando havia ficado em R$ 600 milhões.

O prefeito justificou o pedido de reajuste do IPTU para diferenciar a cobrança dos imóveis de alto luxo da região com aqueles de menor padrão.