A ampliação da coleta seletiva em BH, que hoje é feita para apenas 15% da população, e a maior proximidade do Executivo com as cooperativas de papel e materiais recicláveis são pontos comuns nas propostas de candidatos à prefeitura.

Líder nas pesquisas de opinião, João Leite (PSDB) fala em dobrar o atendimento de coleta seletiva por meio de um modelo que agregue coleta mecanizada, feita com caminhões, parceria com cooperativas de catadores, e a expansão de 85 para 150 os Locais de Entrega Voluntária (LEVs). 

Para o candidato apoiado pelo atual prefeito Marcio Lacerda, Délio Malheiros (PSD), o aumento do volume de resíduos reaproveitáveis na capital passa pelo envolvimento de empresas produtoras de embalagem no financiamento de reciclagem junto às cooperativas. “O custo disso, hoje, é muito elevado”, observou. 

O candidato também defende a criação de mecanismos que ampliem a responsabilidade de grandes geradoras de resíduos na separação do material e a entrega dele às cooperativas de catadores.

Expansão
Luís Tibé (PTdoB) acredita que deve ser feita uma revisão do contrato de coleta de lixo da cidade que, afirma, teve aumento de 50% nos repasses da prefeitura, nos últimos anos.

“Nossa proposta é expandir a coleta, nos próximos quatro anos, para 15% dos resíduos, em parceria com as associações de catadores e com a iniciativa privada”, informou.

Ambição
Com relação aos resíduos, Eros Biondini (PROS) é mais ambicioso e defende a coleta seletiva para toda a Belo Horizonte, com a criação de estações de beneficiamento em aglomerados, onde seria priorizado o trabalho dos catadores hoje em atuação.

Já Vanessa Portugal (PSTU) é bastante crítica e avalia que “as políticas de resíduos sólidos não existem no município”.

A candidata defende que a coleta seletiva seja feita em toda a capital. “É preciso maior presença e apoio técnico da prefeitura aos catadores, além da destinação adequada; não só a coleta dos resíduos”, coloca.

Reginaldo Lopes (PT), por sua vez, defendeu, em entrevista ao Hoje em Dia publicada nesta quinta-feira, a criação de uma Parceria Público-Comunitária (PPC) para  a contratação de cooperativas de catadores para lidar com a coleta seletiva. Com isso, disse, poderia haver redução na taxa de lixo.