Um possível casamento entre o Novo e o PSDB, nas eleições de 2022, poderia ser útil para ambas as partes. Se, por um lado, a legenda de Romeu Zema amarga queda significativa no número de filiados – segundo o jornal O Estado de São Paulo, o Novo perdeu, até julho, mais de 35,5 mil filiados desde a sua fundação, em 2011, mais da metade dos que existiam –, na banda tucana a aproximação é vista como uma possibilidade de recolocação do partido no foco do poder em Minas. Isso depois de oito anos longe do governo estadual, o qual chegou a liderou por 12 anos seguidos, entre 2003 e 2014.

Para o cientista político Adriano Cerqueira, do Ibmec, a aproximação das duas legendas é natural e fortaleceria ambas no tocantes às suas deficiências. “O Novo tem um grande problema que é a falta de quadros políticos importantes, coisa que o PSDB tem. Para os tucanos, estar no governo seria fundamental para dar destaque às ações de novos nomes, que ganhariam vitrine para a legenda neste momento de reposicionamento no cenário mineiro”.

O presidente do PSDB em Minas, deputado Paulo Abi-Ackel, crê que a eventual formação de uma 3ª via no plano nacional possa unir as legendas em um projeto comum para Minas. “Há um alinhamento ideológico e pragmático e uma aliança é possível. Houve reposicionamento natural em 2018 e creio que no ano que vem vá existir uma confluência de ideais entre o Novo e o PSDB, viável e benéfica para as duas partes”, destaca Abi-Ackel.

A líder do Novo na ALMG, Laura Serrano, acredita que, embora ainda seja cedo para aliar-se, amplar a a aproximação com os tucanos pode ser possível para 2022. “Todos os que vieram com o objetivo de contribuir com o governo Zema serão bem-vindos. O PSDB já faz parte do governo e creio que não seja impossível uma aliança futura”, diz a parlamentar. 

 

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