BELÉM - Duas semanas após ter feito críticas ao seu colega de partido Eduardo Campos (PSB), potencial candidato à Presidência, o ex-ministro Ciro Gomes passou a defender candidatura própria da legenda em 2014.  Ciro Gomes voltou a afirmar que o PSB deve deixar a base aliada do governo federal caso decida concorrer ao Planalto.

"Se nós queremos apresentar uma candidatura própria, e eu gostaria que nós apresentássemos, temos que sair do governo, dizer por que saímos e oferecer ao povo brasileiro um embrião de projeto para o país, para que se justifique", afirmou.

As declarações foram feitas em entrevista no último dia 8 à TV Diário, emissora cearense do grupo Verdes Mares, e reproduzidas na última sexta-feira pelo blog de Roberto Moreira, diretor da TV.

Na entrevista, Ciro Gomes afirma que cultiva "decência" e que não acha "razoável que o PSB fique ali catando migalhas do banquete onde estão PMDB e PT" e "deixe para largar esse osso só na véspera da eleição". "Se isso acontecer, acho que teremos cometido um grave erro", disse.

No fim de fevereiro, Ciro provocou desconforto em seu partido ao dizer em uma rádio local que nem Eduardo Campos nem os outros possíveis candidatos em 2014 têm proposta para o país.

"O Eduardo não tem estrada ainda. Não conhece o Brasil. O Aécio não conhece o Brasil. A Marina Silva representa uma negação ética, uma negação desses maus costumes, mas não representa a afirmação de rigorosamente nada", afirmou o ex-ministro na ocasião.

As novas declarações indicam uma mudança de posição de Ciro Gomes, que considerava o cenário ideal emplacar seu irmão, Cid Gomes (PSB), atual governador do Ceará, na vice da presidente Dilma Rousseff (PT).  Cid Gomes já afirmou antes que o "caminho natural" do PSB é apoiar a reeleição de Dilma.