BRASÍLIA – A Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu nesta sexta-feira (22) arquivar duas investigações sobre a conduta do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. Em uma das investigações, referente ao uso do avião fretado pelo empresário João Dória Júnior, para participar de um encontro na Itália, em outubro do ano passado, a comissão entendeu que o ministro não tinha outra opção alternativa para comparecer ao evento.

“Ele não tinha outra opção. Ou ele ia no avião, ou faltava ao compromisso. Então, nós arquivamos, inclusive porque há uma resolução da comissão que diz que as autoridades podem, em certos casos, usar aviões de patrocinadores de evento, desde que eles não tenham nenhum interesse que esteja sob julgamento desta autoridade. E, no caso, não tinha”, explicou o presidente interino da comissão, Américo Lacombe.

A segunda investigação, sobre a prestação de consultorias feita por Pimentel em 2009 e 2010, também foi arquivada. Segundo Lacombe, na ocasião, Pimentel atuou como economista, não como ministro, nem como prefeito de Belo Horizonte. “A quantia que ele recebeu foi pequena. Em dois anos, R$ 50 mil por mês, qualquer profissional liberal ganha isso. Não é nada de extraordinário, não multiplicou seu patrimônio por 20”, justificou o conselheiro.

Lacombe disse que o novo presidente da Comissão de Ética só será escolhido depois que a composição estiver completa, com sete conselheiros – ainda falta a indicação de três membros, pela presidenta Dilma Rousseff. No mês passado, o então presidente, Sepúlveda Pertence, renunciou ao cargo.