A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável fará audiência pública nesta terça-feira (23), às 14 horas, para discutir a perspectiva de compra da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e o passivo ambiental dessas empresas.

O deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ) solicitou o debate por estar preocupado com as repercussões do negócio. Ele afirma que as duas companhias são grandes poluidoras e emissoras de gases de efeito estufa e quer explicações do BNDES sobre as vantagens que o Brasil teria com a aquisição pela CSN da usina localizada na baía de Sepetiba (RJ).

Segundo Sirkis, a CSA, que está sendo vendida pela empresa alemã ThyssenKrupp, emitirá 12 vezes mais gases de efeito estufa do que todas as outras indústrias da cidade do Rio de Janeiro quando estiver em pleno funcionamento.

Além disso, o deputado diz que a usina já protagonizou dois grandes incidentes com a chamada “chuva de prata”, que caiu sobre casas em Santa Cruz (zona oeste do Rio), e não pagou a multa de R$ 10,5 milhões imposta pela Secretaria de Estado do Ambiente do Rio. A chuva de prata é um pó prateado proveniente da produção de ferro-gusa.

O parlamentar espera que o BNDES esclareça os termos em que está sendo feita a compra e como será tratado o passivo ambiental das duas siderúrgicas.

Foram convidados para a audiência:
- o presidente da CSA, Jorge Luiz Ribeiro de Oliveira;
- o presidente da CSN, Benjamim Steinbruch;
- o presidente do BNDES, Luciano Coutinho;
- e a presidente do Instituto Estadual do Ambiente/RJ, Marilena Ramos.

O debate ocorrerá no Plenário 8.