A presidente Dilma Rousseff disse na tarde desta terça-feira, 19, no Palácio do Planalto, que o contingenciamento no Orçamento de 2015 não será "nem excessivo", nem "flexível demais". Em meio à discussão da equipe econômica sobre a dimensão do corte, que deve ficar entre R$ 70 bilhões e R$ 80 bilhões, Dilma afirmou que será "aquele necessário para garantir que as contas públicas entrem nos eixos".

A presidente conversou com jornalistas após cerimônia de assinatura de atos, no Planalto, por ocasião da visita do primeiro-ministro da China, Li Keqiang. "Nós faremos o contingenciamento necessário. Ele é um contingenciamento que tem de expressar a situação fiscal que o País vive", afirmou a presidente.

Dirigindo-se aos repórteres, Dilma prosseguiu: "Vocês podem ter certeza de que (o corte não será) nem excessivo, nem flexível demais, nem frágil demais. Que não seja aquele necessário para garantir que as contas públicas entrem nos eixos", afirmou.

O planalto aguarda a aprovação do projeto de lei que trata da desoneração da folha de pagamento para só então anunciar oficialmente o tamanho dos cortes.