Com os trabalhos inaugurados oficialmente nesta quinta-feira (18), a "CPI dos Fura-Fila" da vacinação contra a Covid na Secretaria de Estado da Saúde de Minas (SES-MG) definiu os ocupantes dos principais cargos para conduzir as investigações. O presidente será o deputado João Vitor Xavier (Cidadania) e o vice, o petista Ulysses Gomes, autor do requerimento que culminou na criação da comissão. Ambos foram eleitos por unanimidade entre os colegas. O relator será o parlamentar Cássio Soares (PSD).

Também nesta quinta-feira, antes mesmo da instauração da CPI - que terá 120 dias para apresentar relatório final sobre o assunto -, a Assembleia confirmou o recebimento de uma segunda lista de servidores da Saúde estadual que podem ter sido vacinados sem ter direito. Ela traz os nomes de 1.852 servidores de Regionais da pasta, que até a semana passada era conduzida pelo secretário Carlos Eduardo Amaral, afastado pelo governador Romeu Zema.

Além de tal relação, uma outra, com 828 nomes de funcionários lotados na sede da SES, já havia sido incluída nos documentos da CPI.  Portanto, no total até o momento a CPI deverá apurar a suposta imunização de 2.680 pessoas - muitas delas, inclusive, atuando em sistema de home office. Antes de deixar o cargo, o ex-secretário Amaral, um dos vacinados, afirmou que não teria havido irregularidades nos procedimentos que envolveram  os servidores.   

Abaixo, nota da Assessoria de Comunicação da Assembleia, informando sobre o recebimento de mais uma lista, remetida pelo governo estadual:

“A Assembleia Legislativa de Minas Gerais informa que a Secretaria de Estado de Saúde enviou a lista com cerca de 1.800 nomes de servidores de superintendências regionais vacinados. O novo documento foi encaminhado por e-mail, o que não é usual, especialmente em decorrência da seriedade e gravidade do assunto. O presidente da ALMG, deputado Agostinho Patrus, acaba de ter conhecimento desta nova listagem, que será imediatamente encaminhada ao presidente e demais membros da CPI dos “Fura-fila” para investigação dos procedimentos adotados”.

Correção de erro

O presidente da Assembleia de Minas, deputado Agostinho Patrus (PV), que apoiou desde a semana passada a instauração do processo investigativo, também declarou nas redes sociais, na tarde desta quinta, que a CPI "não é para prejudicar o governo". "Para mim, a CPI é para ajudar o governo a investigar uma denúncia grave, corrigir o erro e responsabilizar culpados. Tenho certeza que o governador Zema apoia a CPI", afirmou ele, em seu perfil no Twitter.

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