A CPI mista da Petrobras decidiu ouvir Meire Poza, ex-contadora do doleiro Alberto Youssef, em sessão aberta. O presidente em exercício da comissão, senador Gim Argello (PTB-DF), disse que não tem quórum para deliberar se a CPI poderia ouvir em sessão fechada. Ele afirmou que não há um mínimo de 17 integrantes para tomar essa decisão.

A sugestão para ouvi-la em sessão reservada foi feita pelo deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), ao mencionar que Meire já se queixou de que poderia estar em risco com suas eventuais declarações.

Lúcio Vieira Lima disse que a medida poderia ajudar a efetivamente colher mais informações e avançar nas investigações sobre o caso. "Seria uma forma diferente para tentarmos, através da nossa arguição, colher um fato novo para que esta CPI consiga avançar", afirmou.

O líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), disse querer sessão aberta. "Agora, caso ela achar conveniente que a sessão seja fechada, que se faça", afirmou.

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), também defendeu que a sessão fosse realizada de forma aberta. Segundo ele, se for diferente o entendimento da comissão ou da depoente, que seja mudado.