Uma viagem feita pelo deputado federal Luiz Fernando Faria (PP-MG) em 2010 ao Rio de Janeiro, onde teria pago propina por favorecimento em licitação da Petrobras, foi parcialmente bancada pela cota parlamentar, segundo investigação da Polícia Federal. O auxílio mensal (hoje de R$ 35 mil) visa quitar despesas no exercício parlamentar. 
 
Luiz Fernando Faria – deputado estadual entre 1994 e 2005 e federal desde 2006 – fez a viagem de avião pela companhia Gol, entre Brasília e Rio. O trajeto, no dia 30 de agosto de 2010, custou R$ 168.
 
No mesmo dia, o parlamentar do PP reservou um quarto no Hotel Fasano, em Ipanema, no Rio, em conjunto com o correligionário e também deputado federal José Otávio Germano, do Rio Grande do Sul.
 
Foi nesse quarto, conforme relatório da PF, que os dois deputados entregaram R$ 200 mil em espécie, dentro de uma embalagem para garrafas de cachaça, ao então diretor da Petrobras, Paulo Roberto da Costa.
 
O objetivo do “agrado” foi favorecer a empresa Fidens em duas licitações da Petrobras – obras do Comperj, no Rio, e da Refinaria Premium I, no Maranhão.
 
O relatório da PF está desde sexta-feira no gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, relator dos inquéritos da operação “Lava Jato”. O documento, destrinchado por reportagem da revista “Época”, é o primeiro de uma leva de conclusões de investigações da PF que devem ser encaminhadas nos próximos dias ao STF.
 
Os deputados negaram a suposta entrega de propina em depoimento feito à Polícia Federal