Como diria o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “pela primeira vez na história” do PT mineiro é alcançada unidade para lançar um candidato a governador. Movimentações internas entre as diversas alas da legenda culminam no lançamento da candidatura do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, ao governo de Minas.

De acordo com o presidente estadual da legenda, deputado federal Reginaldo Lopes, “o PT vive um novo momento”, tendo aparado as arestas oriundas de várias eleições conflitantes.

“Conseguimos unidade em torno do nome de Pimentel. Será candidato de todo o partido. Em 2010, tivermos Pimentel e Patrus como candidatos naturais. Agora, só temos um nome”, justificou.

Ele ainda admitiu que o maior racha se deu em 2008, quando o ministro decidiu se aliar ao adversário tucano, Aécio Neves, para lançar o atual prefeito Marcio Lacerda (PSB) à gestão municipal. Com o rompimento entre o grupo “pimentista” e Lacerda, as relações tornaram-se mais amenas.

“Se o PT não estiver unido, estará arrasado. Por isso, nos uniremos na candidatura de Pimentel. Existem movimentos contrários, mas são pequenos, sem expressão”, disse um petista.

A legenda perdeu a prefeitura, não tem a máquina estadual e saiu derrota nas últimas eleições em cidades estratégicas como Contagem e Betim, ambas na Região Metropolitana de BH.

Disputa

Lopes garantiu que a disputa interna pelo comando da direção estadual não terá reflexos na candidatura de Pimentel. São cotados para a presidência do PT o deputado federal Odair Cunha, a secretária da legenda, Gleide Andrade, além de nomes como os dos deputados estaduais Pompílio Canavez, Rogério Correia e Cristiano da Silveira.