A presidente Dilma Rousseff visitou nesta terça (12) a Ferrovia Norte-Sul em Anápolis (GO), obra que ela e Lula já inauguraram, mas que até agora não entrou em operação.
 
O trecho em que a presidente visitou teve sua construção iniciada em 2008. Em 2010, o ex-presidente Lula foi duas vezes entregar obras concluídas e neste ano a presidente Dilma já fez o mesmo.
 
No entanto, nenhum trem com carga jamais circulou pelo trecho que liga Anápolis a Palmas (TO). Isso porque, depois de pronto, não foi escolhida uma empresa para cuidar da segurança e da manutenção dos trilhos e oferecer trens para o transporte.
 
Sem manutenção e segurança, os trilhos já começam a ser roubados. O mesmo ocorreu em 2011, quando a ferrovia também foi abandonada e sofreu deterioração.
 
Dilma minimizou os atrasos que a obra tem enfrentado. De acordo com ela, essa será uma das grandes realizações de projetos de infraestrutura, porque funcionará como uma "espinha de peixe", ligando os principais pontos de produção do país.
 
"Ela será uma das grandes realizações porque funciona como uma espinha de peixe. Irá integrar todo os sistema de transporte brasileiro", afirmou Dilma em uma coletiva.
 
Como não há cargueiros funcionando, Dilma embarcou em uma locomotiva com seis comboios, utilizados no transporte de material para a construção da ferrovia. Ela percorreu cerca de 4 km.
 
Segundo Edson Tavares, diretor do Porto Seco de Anápolis, já há várias empresas interessadas em fazer transporte de carga pela estrada.
 
Segundo ele, a Vale, que opera o trecho entre Palmas (TO) e Itaqui (MA), já pediu para operar o trecho até Anápolis, e o pleito está em análise pelo governo. Segundo ele, esta solução seria a mais rápida para que a linha efetivamente pudesse funcionar.
 
"Alguns cargas teriam um custo de transporte reduzido em 30%", afirmou Tavares.
 
Mesmo realizando a vistoria na condição de presidente, ela aproveitou a oportunidade para gravar imagens para o programa eleitoral. Ela destacou a decisão de investir mais em ferrovias para ampliar o sistema de transportes no país: "Saímos do modal somente de rodovias para os diversos modais: ferrovia, hidrovia e todo esse sistema de porto", disse.
 
Mas o plano do governo está atrasado: o programa de concessão à iniciativa privada de 12 mil km de novas estradas de ferro, lançado em 2012, empacou e nenhum trecho foi concedido até hoje.