Enviado especial - Congonhas (MG)

No discurso de inauguração do Museu de Congonhas, na cidade histórica de Congonhas, na região Central de Minas, a presidente Dilma Rousseff evitou falar de impeachment e voltou a mencionar o desastre em Mariana, ocasionado pelo rompimento de uma barragem de rejeitos da Samarco, no último dia 5 de novembro.

Dilma afirmou que o governo federal vai agir para punir severamente os responsáveis pelo maior desastre ambiental do país.

"Aproveito para reafirmar que meu governo está comprometido em relação essa tragédia. A primeira ( providência) é atender às vítimas em seus direitos. Garantindo a recuperação daquilo que foi perdido e uma vida normal", declarou.

E continuou: "a segunda (providência) é responsabilizar os culpados e instituir a obrigatoriedade de recuperações tanto por perdas humanas como pelas perdas materiais. A terceira (providência) é recuperar as áreas dos mananciais atingidos, sobretudo, o Rio Doce".

Dilma falou por cerca de 15 minutos. A presidente não mencionou o processo de impeachment nem a deflagração de mais uma etapa da operação Lava Jato. Nesta terça-feira, os federais cumpriram 53 mandados de busca e apreensão documentos. Um dos alvos foi o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que teve duas casas vasculhadas.

Confira a galeria de imagens da visita da presidente: