Em coletiva na cidade cearense de Sobral, a candidata à Presidência Marina Silva (PSB) lembrou que este sábado (13), marca os 30 dias da morte do ex-governador pernambucano Eduardo Campos. "Queremos estabelecer este dia como um dia de trégua na campanha, vamos falar de propostas e das coisas que juntos sonhamos para o Brasil. Infelizmente foi preciso Eduardo perder a sua vida para que todos os partidos reconhecessem seu valor", comentou a candidata.

Marina falou sobre a atual política de juros altos, educação e queda de empregos na indústria pelo 34º mês consecutivo. Disse que, se eleita, vai buscar meios e incentivos para criar um ambiente favorável ao desenvolvimento e à criação de empregos. "Se o governo faz sua parte reduzindo os problemas que hoje estão atrapalhando a economia, adquirindo credibilidade para que haja investimentos duradouros, cria-se uma estrutura no País, um processo econômico estável", destacou Marina.

Sobre educação, Marina Silva falou que, se eleita, vai antecipar as metas para a implementação de ensino em tempo integral nas escolas do País. Prometeu manter os programas atuais, aperfeiçoá-los e criar outros.

Sobre o crescimento do consumo de drogas no País, destacou o programa "Pacto pela Vida", desenvolvido em Pernambuco. Ela assumiu o compromisso de que o problema de segurança pública será discutido em âmbito nacional. "Não se pode continuar colocando nos ombros do governadores a responsabilidade de combater sozinho algo que é tão grave." Marina destacou que cerca de 56 mil pessoas são assassinadas por ano no Brasil. Falou ainda da necessidade de investimento em treinamento, aquisição de equipamentos e a melhoria do salário dos policiais.

Indagada sobre as críticas à sua candidatura feitas pelo ex-ministro Ciro Gomes (PROS), Marina afirmou: "Eu ofereço a outra face, a face do diálogo, do respeito, a face de quem acredita na democracia." Ciro recentemente disse que Marina representa o vazio político absoluto e um moralismo difuso.