O candidato a governador pela coligação “Minas Pra Você”, Fernando Pimentel (PT), disse que o Governo de Minas “foge” da discussão sobre a forma como deve fazer o gasoduto entre Betim, na região Metropolitana de Belo Horizonte, até Uberlândia, no Triângulo Mineiro. 
 
Nessa terça-feira (12), a base de governo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais retirou da pauta a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 68, que permite a venda do controle acionário de empresas estatais sem vínculo direto com o Estado sem a autorização da ALMG. 
 
Com a medida, a Gasmig poderia se fundir com o grupo espanhol Gas Natural Fenosa (CNF) e, desse modo, obter recursos para construir o gasoduto. 
 
“Hoje (terça) o Governo do Estado retirou de pauta a PEC 68 que era justamente a que buscava a privatização da Gasmig, com o pretexto que isso era indispensável para construir o gasoduto. A minha pergunta é: por quê o Estado não quer discutir com a sociedade mineira o modelo que eles estão propondo para fazer o gasoduto? Por quê não quer abrir essa discussão? Dizia que era urgente votar a PEC, agora retirou da pauta da Assembleia. Eu não entendo isso”, disse. Pimentel ainda garantiu que, se for eleito, fará a obra, “sem privatizar o patrimônio público que é a Gasmig”.
 
 
ICMS
 
A declaração foi feita em visita à cidade de Divinópolis, no Centro-Oeste mineiro. O candidato também voltou a dizer que fará um governo regionalizado e criticou a política tributária em Minas Gerais, que prometeu rever numa possível futura gestão. 
 
“Minas Gerais hoje tem a pior legislação tributária do Brasil. Nós pagamos o ICMS mais alto do país, em energia elétrica, na carne, no arroz, no combustível, enfim, nós estamos tributando mal e erradamente aqui em Minas os produtos mineiros. Eu acho que isso faz parte de uma revisão que tem que ser feita para nós atrairmos novas empresas para cá. Aqui na região Centro-Oeste é um exemplo, nós temos em Divinópolis 17 ou 18 guseiras, produtoras de ferro gusa, 10 estão fechadas hoje e isso tem a ver também com esse ambiente econômico deteriorado em função de uma tributação errada”, ressaltou.