Num tempo em que boa parte da população acompanha, como novela, julgamentos no Supremo Tribunal Federal. Outra parte, mesmo menor, chega a recitar o nome dos 11 ministros-juízes!

Num tempo em que, tanto quanto os personagens, são atrativos de uma grande operação da Polícia Federal os refinamentos das estruturas societárias corruptas, desdobramentos nacionais e internacionais das remessas de dinheiro, modelos de controle, manobras fiscais!

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Num tempo em que os mecanismos de investigação, técnicas de prova, qualidade do testemunho, “delação premiada”, “extradição”, “acordo de leniência” e outros conceitos então distantes passaram a ser tão debatidos como os resultados do Brasileirão.

Num tempo em que delegados disputam com promotores, o protagonismo – e a competência legal – para afastar a sociedade dos malfeitos. Procuradores confrontam corregedores, o Tribunal de Contas disputa com a Procuradoria, a Justiça Fiscal discute o papel do CARF, Câmaras Arbitrais concorrem com juízes, Juizados com Procon, Justiça Desportiva como Justiça Comum...

Num tempo em que se discute de modo amplo e franco direitos das minorias, discriminação, modelos familiares complexos, adoção, redução da maioridade...

Num tempo em que, de fato, se (re)conferem até as qualificações dos indicados para ocuparem cargos no Judiciário... regulamentos e estatutos dos partidos são colocados à prova, posições sobre perda de mandato, extinção de agremiações, coligações, sistemas eleitorais, representação popular e outros temas dessa natureza são altamente recitados no dia a dia das conversas no trabalho e no descanso.

Num tempo em que direitos trabalhistas, equiparações, desvios de função, turnos, férias coletivas, estabilidades, representações sindicais, suspensões e outros muitos institutos assaltam a mente dos trabalhadores – todos nós – todos os dias! Impostos e taxas, contribuições, retenções, alíquotas, base de cálculo... licitações, concorrências, dispensas, inexigibilidades, leilões, pregões.... concessões, permissões, alvarás, mandatos, citações, intimações, procurações, autenticações, contratos....

Num tempo em que STF, MP, STJ, TRT, TCU, TCE, JF, TJ e centenas de outros acrônimos, até então indevassáveis pelo cidadão médio, são hoje facilmente entendidos e reconhecidos.

Num tempo que é, exatamente, esse nosso tempo de hoje, não há NENHUMA dúvida de que o Direito deixou de ser ferramenta exclusiva (e muitas vezes hermética) dos advogados e seus congêneres, e passou a frequentar as cabeças, as conversas, os interesses e as necessidades de todos os cidadãos deste país.

Jornalismo e Direito se casam definitivamente para tornar a notícia e a informação mais atraentes e claras.

Nesse tempo nasce o “DIREITO HOJE”, caderno do jornal Hoje em Dia que abrigará textos, reportagens, pílulas, notícias, artigos, interesses voltados para o Direito, pretendendo se tornar, em breve tempo, um espaço de conhecimento e disseminação da opinião balizada de especialistas e autoridades, para trazer a informação atualizada e dissecada para nosso leitor.

Sejam bem-vindos, assinantes e leitores usuais de nosso diário. Vocês estão convidados a conhecer, participar, questionar e exigir de nosso diário a tradução de todo esse universo, que cada dia mais é o inevitável para todos nós.

“Vocês estão convidados a conhecer, participar, questionar e exigir de nosso diário a tradução de todo esse universo”


(*) Diretor Jurídico do Hoje em dia