Divulgada nesta sexta-feira (7), pesquisa realizada pelo Instituto Quaest e feita por encomenda da Câmara de Dirigentes Lojistas da capital (CDL/BH) levantou as preferências dos moradores da capital quanto às eleições para prefeito, este ano. Em todos os cenários, o atual ocupante do cargo, Alexandre Kalil (PSD), lidera a disputa.

No levantamento espontâneo, sem apresentação de candidatos, ele tem 26% e o deputado Mauro Tramonte (Republicanos) tem 2%. Outros candidatos pontuam com menos de 2%. E 58% dos entrevistados não apontam nenhum nome.

Nos dois cenários estimulados, nos quais possíveis candidatos são apresentados, Kalil predomina, com folga. Em disputa com Tramonte, venceria por 46% a 21%, sendo que outros nomes aparecem com 2% ou menos. Já no cenário sem o deputado, Kalil vai a 58%, seguido de longe pelos deputados Áurea Carolina (PSOL) e João Vitor Xavier (Cidadania), que aparecem com 3%.

“A situação equilibrada das contas municipais e a falta de um nome confirmado como adversário explicam porque Kalil sai na frente na intenção de votos deste ano. Apesar de faltar investimentos em obras, a atual gestão continua bem avaliada. Os efeitos da chuva, que geraram muitos questionamentos até então inéditos para o prefeito, porém, não aparecem neste levantamento e vamos poder analisar esse impacto nas próximas pesquisas”, avaliou Marcelo de Souza e Silva, presidente da CDL/BH.

Segundo ele, o alto número de eleitores indecisos no início do ano demonstra que a população ainda não voltou suas atenções para a disputa política deste ano. “A partir de agora as pessoas começam a conversar cada vez mais sobre o cenário eleitoral e sobre as opções de candidaturas em suas cidades. Os levantamentos que começamos a fazer desde o ano passado vai nos permitir acompanhar também esse comportamento e como a aumento do interesse vai influenciar na intenção de voto de cada candidato”, afirmou Souza e Silva.

Avaliação de gestores

Ainda conforme a pesquisa, a avaliação dos governos de Jair Bolsonaro, Romeu Zema e Alexandre Kalil teve ligeira tendência de queda entre moradores da capital, em relação ao último levantamento, realizado em novembro de 2019. 

A aprovação do presidente vinha crescendo até chegar a 33%. Agora, passou para 28%. Tendência semelhante ocorreu com o governador, que foi de 21% para 19% de aprovação. Maior que a de ambos, a aprovação do prefeito de BH também caiu: de 50% para 48.

Além disso, a pesquisa indicou que, para a maior parte da população, Bolsonaro e Zema estão “mais errando do que acertando” em suas ações: 55% têm tal impressão sobre Bolsonaro e 53%, sobre Zema. Já Kalil “acerta mais do que erra” para 68% dos entrevistados.

Presidente, governador e prefeito são mais bem avaliados por homens, adultos, com ensino superior e renda acima de 20 salários mínimos.

O levantamento foi feito entre os dias 16 e 20 de janeiro, portanto antes das chuvas que assolaram Belo Horizonte, e ouviu 1 mil pessoas na cidade de Belo Horizonte. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Para manter o histórico da série e os padrões de comparação entre as pesquisas feitas a cada dois meses, a Quaest e a CDL/BH decidiram divulgar o levantamento mesmo sem os impactos das chuvas sobre a popularidade dos mandatários e de seus governos. A próxima pesquisa, a ser divulgada em março, já levará em conta esse fator.