Dois manifestantes que iniciaram greve de fome na última quinta-feira (1º) decidiram manter o protesto mesmo depois de se reunirem com o presidente interino da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), Wellington Magalhães (PTN). Nesta sexta-feira (2), os grevistas, que ainda não foram identificados, receberam atendimento médico e não quiseram falar com a imprensa. O protesto continua pois eles não ficaram satisfeitos com o resultado das negociações.
 
Os manifestantes reivindicam a abertura das planilhas de custos do transporte da capital e uma audiência pública para que o prefeito Marcio Lacerda (PSB) preste contas detalhadas referente ao ano de 2012.
 
Em entrevista coletiva, Wellington Magalhães disse que não poderia atender ao pedido dos ocupantes, pois uma audiência pública sobre a prestação de conta reivindicada já havia sido feita à CMBH em abril. Em relação às planilhas, o vereador alegou não ter acesso a elas, já que são de responsabilidade e competência da BHTrans.
 
Não satisfeitos, os manifestantes pediram que a ata dessa audiência pública já realizada fosse apresentada à eles. Porém, a CMBH não conseguiu encontrar o documento.
 
Tentativas de acordo
 
Na tarde desta sexta-feira (2), o presidente em exercício da CMBH deixou o plenário para se reunir com a dupla que está em greve de fome e ocupa a CMBH. Os grevistas foram ajudados por seguranças da Casa por sentirem dificuldade de caminhar.
 
A reunião plenária seguiu normalmente enquanto cerca de 30 manifestantes acompanhavam da galeria. Em protesto, eles chegaram a vaiar algumas falas dos vereadores e gritaram palavras de ordem.
 
Durante a manhã, Wellington Magalhães já havia se reunido com alguns manifestantes para discutir sobre as reivindicações, porém, o diálogo terminou com o vereador se recusando a assinar a ata.
 
O protesto na CMBH começou na quinta-feira (1º) quando os vereadores voltaram aos trabalhos. Os parlamentares foram recepcionados por manifestantes, que impediram a votação de seis projetos. Após os vereadores deixarem o plenário, os manifestantes permaneceram e alguns decidiram ocupar a Casa.

* Com informações de Humberto Santos