Um ato convocado contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para a noite desta sexta-feira (17) no centro do Rio de Janeiro reuniu cerca de 40 pessoas, em frente à Câmara Municipal da cidade. O protesto aconteceu no momento em que o presidente da Câmara fazia um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão. Com apoio de um carro de som, sindicalistas criticaram as manobras políticas adotadas por Cunha para aprovar a redução da maioridade penal e outras medidas polêmicas. 
 
A manifestação foi marcada pela Central Única dos Trabalhadores. "Cunha representa um retrocesso e a continuidade da corrupção no País", afirmou o universitário Renato Pereira, do curso de História na UFRJ que discursou durante o ato. 
 
Panelaços
Durante o pronunciamento do peemedebista, houve panelaços de protesto contra ele, que duraram os cinco minutos em que discursou em rede nacional. As manifestações ocorrem em Copacabana, no Flamengo, em Botafogo e Laranjeiras, e também em pelo menos dois bairros de Niterói, na Região Metropolitana: Ingá e Icaraí.
 
Em São Paulo, Cunha também foi alvo de protestos durante seu pronunciamento na televisão. Houve buzinaços, panelaços e apitaços em alguns bairros da capital paulista. Em Santa Cecilia, na região central, manifestantes foram até as janelas bater panelas, apitar e buzinar contra o presidente da Câmara. 
 
Pouco antes do pronunciamento, a página de Cunha no Facebook anunciou o pronunciamento em cadeia nacional seguida de uma foto com a mensagem: "aplausaço" e "Cunha me representa". A postagem estava com cerca de 6 mil curtidas até anoite desta sexta-feira. No Twitter, o assunto entrou no ranking dos temas mais comentados na rede social, com a hashtag #CunhanaCadeia.