Em um comício marcado pela lembrança de Eduardo Campos e críticas ao PT, a candidata presidencial do PSB, Marina Silva, participou na noite desta segunda-feira do último evento em Recife antes de 5 de outubro, dias do 1° turno da eleição presidencial. Marina assumiu o comando da campanha presidencial após a morte de Eduardo, em 13 de agosto.

A ex-ministra do Meio Ambiente chegou ao palco do evento acompanhada da viúva de Eduardo, Renata Campos, que surgiu abraçada com os filhos. Horas antes, Marina participou de ato em Caruaru ao lado do candidato ao governo estadual, Paulo Câmara (PSB), que também esteve presente no evento realizado no final da noite em Recife. Parte dos discursos realizados no Cais da Alfândega teve como foco a crítica aos ataques realizados pela da campanha da presidente Dilma Rousseff (PT).

A petista, segundo as pesquisas mais recentes, passou a frente de Marina no Estado nesta reta final depois de a ex-ministra liderar boa parte da corrida eleitoral em Pernambuco.

"Minha avó costumava a dizer que bicho da perna curta tem que correr na frente. Eu e o Beto sabemos que somos bicho de perna curta porque a Dilma tem quase 12 minutos na TV para falar bem dela e mal da gente. Eu eu Beto temos uma perna curta de apenas 2 minutos para poder se defender dos ataques, das calúnias e mentiras e para animar o Brasil", afirmou Marina.

A candidata também recorreu ao posicionamento tomado no inicio da campanha por Eduardo Campos contra lideranças consideradas por eles como representantes da "velha política". "Graças a Deus e ao povo brasileiro não temos em cima do nosso palanque o Maluf, o Sarney, Collor, e o Renan", afirmou.

Com a palavra, o candidato a vice na chapa presidencial, Beto Albuquerque também criticou o que classificou de "baixarias" dos adversários. "Vocês estão vendo o tom da baixaria daqueles que querem passar a vida inteira no governo contra a Marina. Eles ousam espalhar todo tipo de fofoca. Eles dizem que eu e a Marina vamos acabar com tudo de bom no Brasil", afirmou Albuquerque.

Ele afirmou que se forem eleitos irão inserir seis milhões de brasileiros, que estariam foram do programa, no Bolsa Família e ampliará projetos do atual governo como o Minha Casa Minha Vida e o Prouni. "Pode atacar, agredir, mentir, a gente vai continuar em frente", afirmou o prefeito de Recife, Geraldo Julio (PSB), que também lembrou da trajetória política de Eduardo Campos.

Um dos momentos de maior reação dos militantes presentes foi quando o filho de Eduardo Campos, João Campos, discursou e entoou o coro "Eduardo do povo brasileiro". "Quero dizer para o meu pai que ele fique tranquilo porque enquanto eu, minha família estiver aqui a sua bandeira jamais estará a meio mastro", afirmou João.