O governo de Minas Gerais vai apresentar nesta terça-feira (09) ao governo federal uma lista com sete projetos emergenciais na área de mobilidade urbana. O objetivo é garantir para o Estado parte dos investimentos de R$ 50 bilhões anunciados para o setor pela presidente Dilma Rousseff (PT) em resposta às manifestações populares.
 
A lista vai ser entregue à ministra do Planejamento, Mirian Belchior, por uma comitiva liderada pelo vice-governador Alberto Pinto Coelho (PP). As sugestões de investimentos elaboradas pelos técnicos mineiros têm custo total de aproximadamente R$ 12 bilhões.
 
As demandas de Minas são direcionadas para obras localizadas na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Mais uma vez, a revitalização do Anel Rodoviário de Belo Horizonte e a expansão do metrô entram em pauta. Segundo o documento do governo de Minas, R$ 200 milhões seriam investidos em obras imediatas no Anel e R$ 1,5 bilhão posteriormente na revitalização.
 
Rodoanel Norte
 
Também estão previstos investimentos da ordem de R$ 4,5 bilhões para a construção do Rodoanel Norte. A obra vai conectar os municípios de Sabará, Santa Luzia, Vespasiano, São José da Lapa, Pedro Leopoldo, Ribeirão das Neves, Contagem e Betim. A maior parte dos investimentos, de R$ 3 bilhões, virão por meio de parcerias privadas.
 
Caso o governo federal atenda às sugestões dos mineiros, o projeto conhecido como TREM – transporte sobre trilhos metropolitanos – que vai ligar Betim ao Belvedere, poderá sair do papel. Com extensão de 36 quilômetros, o trecho vai percorrer quatro cidades da RMBH: Belo Horizonte, Contagem, Ibirité e Nova Lima.
 
Com estimativa de gastos de R$ 900 milhões, o transporte sobre trilhos poderá ter seu edital publicado até o fim do primeiro semestre do ano que vem.
 
Descaso

 
Segundo a assessoria de imprensa do governo de Minas, parte das propostas já havia sido apresentada em outras ocasiões ao governo federal. Além disso, algumas chegaram a ser anunciadas pela presidente Dilma Rousseff (PT) em visitas a seu estado natal como prioridades de investimentos para o estado, como a expansão do metrô. Porém, elas ainda não saíram do papel.
 
Enquanto a oposição acusa o PT de virar as costas para Minas, a base da presidente alega demora na apresentação dos projetos executivos e burocracia na execução das obras.