Belo Horizonte deve ganhar em breve um novo centro de convenções para potencializar o turismo de negócios. O anúncio foi feito pelo ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, durante evento na sede da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL-BH) na manhã desta sexta-feira (6), para comemorar o título de Cidade Criativa da Gastronomia concedido pela UNESCO.

Segundo ele, o Governo de Minas está em busca de um terreno de 50 mil metros quadrados para receber o empreendimento. A verba do ministério para o projeto já está garantida, conforme o ministro, mas o valor não foi divulgado. 

“Outra vocação de Belo Horizonte é o turismo de negócios e eventos. Precisamos de um grande centro de eventos à altura da cidade”, disse o ministro, explicando que, com um maior número de eventos na capital, aumentaria a taxa de ocupação hoteleira durante todo o ano. 

Segundo Álvaro Antônio, o Expominas não é suficiente para atender à demanda e está com agenda cheia para os próximos dois anos. Disse ainda que o ticket médio de um turista de negócios e três vezes maior do que de quem está viajando por lazer.

De acordo com o ministro o setor de turismo é visto como estratégico pelo Governo Federal, tanto que foi feita uma medida provisória que garantiu a destinação de uma verba de 120 milhões de dólares para a Embratur - agência responsável pela divulgação do Brasil no exterior.

Partido

Ex-presidente do PSL em Minas, o ministro foi questionado durante o evento se pretende mudar de partido, depois que o presidente Jair Bolsonaro se desligou da sigla. A saída do PSL não deve acontecer, pelo menos por enquanto. "Minha preocupação é desenvolver da melhor forma o turismo no Brasil. Não conversei com o presidente sobre isso (troca de partido). Estou deputado federal, tenho vínculo com o partido por força de legislação até 2022. Lá na frente podemos discutir melhor sobre isso", afirmou.

Sobre o indiciamento na investigação das supostas candidaturas laranjas realizadas pelo PSL no ano passado, o ministro afirmou novamente que não houve irregularidades durante o processo eleitoral e que foi injustiçado ao ser indiciado pela Polícia Federal. "Foi provado no âmbito do inquérito, que tem mais de 6.600 páginas, em que 80 pessoas foram ouvidas, em que houve busca e apreensão de HDs e telefones celulares, que não me atribuíram qualquer procedimento inadequado. Fui indiciado pela teoria do domínio do fato, por ser presidente do partido, de forma errada", disse o ministro. Segundo ele, não foi provado que ele teria conhecimento sobre o suposto esquema de candidaturas laranjas. 

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