O advogado José Roberto Batochio afirmou nesta terça-feira, 16, que 'não cabe condução coercitiva' da ex-primeira-dama Marisa Letícia, mulher do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e um dos filhos do casal Fábio Luís Lula da Silva, intimados a prestar depoimento na Operação "Lava Jato".
Marisa e Fábio Lula não compareceram a depoimento marcado para a manhã desta terça-feira (16). Os advogados do ex-presidente alegam que legislação não obriga a mulher e o filho do petista, investigado na "Lava Jato", a depor como testemunhas.

A condução coercitiva leva o investigado a depor obrigatoriamente. A Federal havia intimado a mulher e o filho de Lula para prestarem 'esclarecimentos' sobre a compra e reformas no Sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), investigado pela força-tarefa da "Lava Jato", em Curitiba. "Recusa legítima", afirmou Batochio sobre o não comparecimento de Marisa e Fábio Lula. "Não cabe condução coercitiva."

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Segundo Batochio, 'não é nenhum desrespeito, nenhuma desobediência, nenhuma afronta, simplesmente exercício regular de um direito constitucional'.

Na semana passada, a defesa de Marisa e Fábio Lula informou à "Lava Jato" que eles ficariam em silêncio na PF. "Qual a utilidade disso? Comparecer perante a autoridade e dizer vou ficar em silencio", declarou Batochio. "Orientação técnica, agindo rigorosamente de acordo com a Constituição e com a lei."

O criminalista Cristiano Zanin Martins afirmou que Marisa e Fábio exerceram um direito ao não ir ao depoimento. "Não foram, exercendo direito. O objeto dessa investigação já está devidamente elucidado, pois não ha como se levantar qualquer dúvida a respeito da propriedade desse sítio."

Os dois advogados foram taxativos. "Não há receio, não há temor (em comparecer ao depoimento)."