O PSDB escolheu o nome do ex-prefeito Pimenta da Veiga para concorrer ao governo de Minas Gerais, mas terá que negociar com partidos de pequeno porte o restante das vagas na chapa majoritária e o apoio na proporcional. Ontem, representantes do PDT, PPS, PV, DEM e PTB se reuniram e decidiram cobrar o quinhão.

“Queremos participar da discussão da chapa que está centralizada no PSDB. O cargo de candidato a governador será deles, não questionamos isso. Mas sabemos que os outros cargos estão em aberto. Queremos ser ouvidos”, afirmou a presidente do PPS, deputada estadual Luzia Ferreira. “Estamos juntos para ter força para participar abertamente da discussão da chapa majoritária”, completou o vereador Pablito (PV).

O senador Aécio Neves (PSDB) teria decidido colocar o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Dinis Pinheiro (PP), na vice. As legendas querem discutir a indicação e apresentar nomes para os dois postos de suplência de senador, cujo candidato deve ser mesmo o governador Antonio Anastasia (PSDB).

O PSB foi convidado para a conversa, porém, o presidente, deputado Júlio Delgado, não compareceu porque foi a um velório em Juiz de Fora. Os cinco partidos juntos somam 17 das 77 cadeiras na Assembleia Legislativa. E pretendem utilizar o cacife político para negociar. Nos bastidores, caso fiquem de fora dos postos-chave, garantem status para reivindicar espaço no futuro governo, caso Pimenta da Veiga vença o pleito.

Todas as legendas presentes devem caminhar junto com o PSDB na empreitada ao governo de Minas.

Proporcional

Para candidatos a deputado federal e estadual, os partidos articulam as chapas conjuntas na esperança de eleger uma bancada maior de parlamentares, aumentando o poder de barganha.

O PSDB deve formatar uma chapa única com o PP e DEM. Existe ainda a possibilidade de agregar o PSD, caso o partido decida, em Minas Gerais, pelo apoio aos tucanos. O PSD está dividido entre Pimenta e seu futuro adversário, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. Já o PDT, PPS, PV e PTB se unirão em pequenas chapas para as candidaturas a deputado federal e estadual. Eles não sairão todos juntos, mas formatarão coligações de dois ou três partidos.

Na próxima semana, representantes das siglas voltam a se encontrar para apresentar um esboço das chapas que pretendem formar.

PT e PMDB podem formar chapa

Enquanto as legendas ligadas ao governador Antonio Anastasia articulam a formação de um chapão e de pequenas chapas para concorrer ao pleito proporcional, o PT tenta agregar a bancada estadual do PMDB com a oferta de uma composição para ganhar cadeiras na Assembleia Legislativa.

Deputados do PMDB avaliam que conseguiriam aumentar a bancada, caso saiam coligados aos petistas. Em troca, o PT quer o apoio da legenda na chapa majoritária, cujo candidato será o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. Hoje, a base do governador Anastasia é majoritária na Assembleia Legislativa mineira.