O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), disse colocar à disposição da Justiça seus dados telefônicos e bancários para as investigações da Operação 'Lava Jato'. A informação foi dada em nota, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizar a quebra de sigilo telefônico do peemedebista.

"Eu já havia me colocado à disposição da Justiça, e assim permaneço. E reafirmo que a acusação é falsa e essa conversa nunca existiu. Meus sigilos telefônico e bancário estão à disposição. Minha declaração de bens é pública e também está disponível", afirmou Pezão. Ele nega acusações feitas pelo ex-diretor da Petrobras e delator do esquema, Paulo Roberto Costa.

Na mesma decisão, o ministro Luis Felipe Salomão, relator da Lava Jato no STJ, autorizou também a quebra de sigilo telefônico do ex-governador do Estado, Sérgio Cabral, e de Régis Fichtner, ex-chefe da Casa Civil do Rio, e de representantes de empreiteiras investigadas na Operação 'Lava Jato'.

Também em nota, o ex-governador Sérgio Cabral disse "respeitar o processo judicial e reiterar o seu repúdio e a sua indignação às mentiras ditas pelo delator Paulo Roberto Costa". Fitchner classificou como "inverdades" as afirmações do ex-diretor da Petrobras e disse que a quebra de sigilo telefônico é "natural" e irá demonstrar que não fez contato telefônico com Costa "sobre qualquer assunto".

No inquérito, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apura se Cabral e Pezão agiram juntos, com a contribuição de Fichtner, para receber R$ 30 milhões de empresas contratadas pela Petrobras para a construção do Comperj, no Rio de Janeiro. Os valores teriam sido destinados para a campanha eleitoral dos dois políticos em 2010.