A Polícia Federal de Minas Gerais pediu mais 90 dias de prazo para a conclusão do inquérito que investiga a contratação dos advogados de defesa de Adélio Bispo de Oliveira, acusado de tentar matar a facada o presidente Jair Bolsonaro (PSL) em setembro de 2018. O pedido foi impetrado na Justiça nessa terça-feira (15).

De acordo com a assessoria de imprensa da corporação, o prazo foi solicitado "para que sejam concluídas diligências em curso e tenham sequências as investigações", entretanto, segundo a PF, não há um prazo determinado para a conclusão do inquérito.

As investigações começaram em dezembro do ano passado e levaram agentes da Polícia Federal a cumprirem dois mandados judiciais de busca e apreensão em dois imóveis relacionados ao advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, um dos advogados do acusado. Os imóveis visitados pelos policiais no dia 21 são um hotel e uma locadora de veículos, que ficam em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os imóveis funcionam também como escritório e residência do advogado, e um outro é a sede de uma empresa, informou a PF na ocasião.

Segundo Zanone, em um deles os policiais apreenderam uma fita de vídeo com imagens do monitoramento de segurança do prédio. No outro, os federais levaram um telefone celular com conversas armazenadas, entre clientes e o advogado. A PF afirmou que as ações se destinam a “coletar provas que ajudem a identificar os responsáveis pelo financiamento da defesa do autor confesso do atentado”.

Zanone, à época das diligências, manifestou indignação com a apreensão do celular, afirmando que a ação da PF de apreensão do celular “ofende a advocacia como um todo” e que, “a partir desta, o sigilo das conversas do advogado com seus clientes está em sério risco”.

(Com Agência Brasil)

Leia mais:
Adélio Bispo passa por testes complementares para verificar insanidade mental
PF faz buscas em endereços de advogado de agressor de Bolsonaro, em Contagem