Pimenta da Veiga e Fernando Pimentel priorizarão área social em Minas Gerais

Candidato da coligação “Todos por Minas”, Pimenta da Veiga (Wesley Rodrigues/Hoje em Dia)

Em entrevista ao Hoje em Dia, o candidato da coligação “Todos por Minas”, Pimenta da Veiga (PSDB), revela as principais metas de sua proposta de governo, caso seja eleito. No plano social, ele garante que as prioridades serão a saúde, educação e segurança. Além da infraestrutura, a dinamização econômica de Minas também está no radar do tucano.

Em seu plano de governo, qual ponto o senhor considera o mais importante e por quê?
As principais bases do nosso plano de governo são a área social, com prioridade para saúde, educação e segurança pública; a modernização da infraestrutura urbana; e a dinamização da economia de Minas.

Além desses pontos, quais são as áreas prioritárias e como pretende desenvolvê-las?
Na educação, vamos levar o ensino integral a todas as escolas do Estado; aumentar as vagas e diversificar os cursos profissionalizantes; valorizar os professores por meio de promoção automática dos que concluírem mestrado ou doutorado e ainda oferecer condições para que optem pelo trabalho integral em uma só escola.

Na segurança, vamos aumentar o policiamento ostensivo e ampliar o efetivo das polícias Militar e Civil. Queremos avançar com os programas de prevenção à criminalidade e às drogas, como o Fica Vivo, pois o tráfico é a principal causa da violência.

Na saúde, vamos ampliar, reformar e construir 17 hospitais regionais, com objetivo de fortalecer o processo de regionalização da saúde. A intenção é fazer com que as pessoas tenham atendimento médico o mais próximo possível de suas casas. Para isso, vamos também implementar incentivos aos médicos que se fixarem nas pequenas cidades.

Na infraestrutura, vamos atacar o problema da mobilidade urbana. Primeiro, é preciso um transporte público de qualidade. O mais eficiente é o sistema sobre trilhos. Na Região Metropolitana, por exemplo, a solução é o metrô. Temos o compromisso de construir o Rodoanel Norte e também 22 contornos rodoviários ao redor de cidades de médio e grande porte, eliminando o tráfego pesado de caminhões e tornando o trânsito mais seguro na Região Metropolitana. E também vamos construir o Rodoanel Sul, ligando Betim à BR-040.

Como pretende trabalhar pelo desenvolvimento econômico e social das regiões de Minas?
Para fazer com que Minas dê um novo salto na economia, vamos aproveitar as potencialidades regionais e diversificar os empreendimentos. Além disso, vamos investir na infraestrutura e na logística, assim como reduzir a carga tributária, dentro da competência do governo estadual. Com isso, aumentamos as oportunidades, gerando mais empregos e atraindo mais recursos para a melhoria da qualidade de vida dos mineiros. Vamos manter todos os programas sociais, como o Travessia.

Entre 2002 e 2012, Minas reduziu a desigualdade social em 10,9%, um resultado melhor que a média do Brasil e do Sudeste. Mais de 3 milhões de mineiros foram beneficiados pelo Travessia em 309 municípios. O programa promove a inclusão social e produtiva da população em situação de pobreza e vulnerabilidade social, por meio de uma série de ações articuladas entre várias secretarias de Estado e órgãos da administração. Temos que ressaltar que o mineiro tem enorme capacidade empreendedora, sempre soube aproveitar as oportunidades de trabalho nas diferentes áreas e precisa ser cada vez mais incentivado a produzir.

Quais são os principais desafios que o novo governador enfrentará?
São vários porque administrar um estado com as dimensões de Minas, com suas diversidades e potencialidades, exige dedicação e trabalho. Reduzir, por exemplo, as diferenças sociais entre as nossas regiões vai exigir muito esforço e determinação porque o modelo econômico adotado pelo governo federal nos últimos anos aponta para momentos difíceis. Mas, da nossa parte, não faltará o empenho para que as regiões mais pobres, como o Norte, o Jequitinhonha e o Mucuri recebam mais investimentos que as regiões mais ricas. Queremos diminuir a distância social entre as regiões de Minas, sem deixar, no entanto, de criar alternativas para que as mais desenvolvidas não fiquem paradas no tempo.

A crise internacional persiste e compromete o crescimento econômico do Brasil. O que fazer para que Minas se expanda e sustente seus projetos de governo?
Não é só a crise internacional que preocupa, mas a política econômica do governo federal do PT que trouxe de volta a inflação com profunda recessão. O retorno da inflação significa prejuízo para todos, é vizinha da corrupção, impede o crescimento, o desenvolvimento de cidades e pessoas. Apesar disso, nos últimos anos, Minas cresceu mais do que a média nacional. A indústria mineira aumentou a sua parcela na economia do Estado, segundo o IBGE. Em 2002, o setor respondia por 27,5% da economia mineira e passou para 32,8% em 2011. Esse índice representa mais do que o crescimento da média nacional. Em 2002, a indústria no Brasil tinha participação de 27,1% e cresceu 0,4 ponto percentual em 2011, quando chegou a 27,5% na economia nacional.

O senhor se considera preparado para enfrentar um eventual cenário negativo, com perdas de arrecadação?
Me sinto extremamente preparado. Além da atração de investimentos, como já citei, vamos intensificar a parceria com a iniciativa privada. Minas é o estado com maior número de Parcerias Público Privadas (PPP). Nos últimos seis anos, o Governo de Minas conseguiu atrair R$ 2,3 bilhões para projetos de PPP, e outros R$ 5 bilhões em projetos em licitação. Minas se tornou referência nacional e internacional quando se trata desse modelo, com reconhecimento pela revista britânica World Finance e pelo Banco Mundial.

Se eleito, que Estado o senhor deseja entregar?
Uma Minas onde todos tenham orgulho de dizer onde vivem. Meu maior compromisso é com os cidadãos. As ações do governo terão como objetivo principal promover o bem-estar das pessoas que devem ser contempladas com políticas públicas que tornem nosso Estado uma terra de oportunidades para todos.

Se eleito, qual será o perfil do seu secretariado?
Competência e espírito público. É o que buscaremos entre os homens e mulheres de bem para compor o nosso governo. Queremos fazer um governo moderno, com eficiência em gestão. Como somos apoiados por uma ampla coligação – que inclui 14 partidos, além de lideranças de outras legendas que ao longo da campanha, foram se juntando a nós – não precisaremos nos render a conchavos ou alianças espúrias para garantir governabilidade. O eleitor pode esperar de nós o compromisso com a ética e o interesse público em todas as nossas ações, o que começará já na montagem da equipe de governo.

Por que os mineiros devem votar no senhor?
A nossa candidatura é a mais preparada para governar Minas. Tenho percorrido diversas cidades para escutar as pessoas sobre seus principais sonhos e demandas. Ninguém pode governar bem um país, um estado, um município se não for ouvindo os destinatários das nossas ações. O que me credencia é a minha história pessoal e política, de quase 40 anos dedicados ao interesse público, que me ensinou que o foco de um governo deve ser a melhoria da vida das pessoas.

 

Pimenta da Veiga e Fernando Pimentel priorizarão área social em Minas Gerais

Candidato da coligação “Minas pra Você”, Fernando Pimentel. (Frederico Haikal/Hoje em Dia)

Em entrevista ao Hoje em Dia, o candidato da coligação “Minas pra Você”, Fernando Pimentel (PT), apresenta seu plano de governo. Ele promete fazer um governo mais participativo e ampliar por todo o Estado o Orçamento Participativo Digital, implantado por ele em Belo Horizonte durante sua gestão como prefeito. Saúde, segurança e desenvolvimento também são prioridades.

Em seu plano de governo, qual ponto o senhor considera o mais importante e por quê?
Nos últimos meses, estive em todas as regiões de Minas ouvindo as mineiras e os mineiros. A falta de segurança, as deficiências na educação, os problemas na saúde e a ausência de uma política de desenvolvimento socioeconômico foram queixas comuns. Vamos buscar as melhores soluções para todos esses problemas.

Mas a grande demanda, comum aos cidadãos de qualquer parte do Estado, é a vontade de ser ouvido, de ter a opinião considerada pelo governo.

Ao longo de 12 anos, o governo de Minas deixou de ouvir a população, de consultá-la para estabelecer prioridades. Se for eleito, o resgate da participação popular será perseguido desde o primeiro dia. Vamos fazer um governo aberto e mais carinhoso.

Quando fui prefeito de Belo Horizonte, criei o Orçamento Participativo Digital, um modelo que nos permite estendê-lo a todo o Estado. Teremos canais de comunicação efetivos com os cidadãos, permitindo que façam críticas e sugestões ao governo, que definam prioridades e escolham projetos que considerem os mais adequados.

Além desse ponto, quais são as áreas prioritárias e como pretende desenvolvê-las?
Saúde, educação, segurança pública e desenvolvimento socieconômico são prioridades de qualquer governo. Temos de assegurar atendimento médico-hospitalar de qualidade à população, sem obrigá-la a percorrer 500 quilômetros até Belo Horizonte para fazer um exame ou passar por uma consulta médica especializada. Para isso, vamos concluir os nove hospitais regionais e construir os Centros de Especialidades Médicas. Nossa meta é que nenhum mineiro precise andar mais de 80 quilômetros para ser atendido.

Na segurança pública, vamos aumentar o efetivo policial, reequipar as polícias e resgatar sua autoridade para que os mineiros voltem a ter segurança. O ensino profissionalizante e a educação integrada, com a ampliação do ensino integral, serão prioridades na educação. Precisamos devolver aos jovens o interesse pela escola. Criamos as UMEIs, as escolas de ensino infantil em Belo Horizonte, um modelo que pretendo levar a toda Minas Gerais.

Outra área fundamental é o desenvolvimento socioeconômico. As empresas estão sendo expulsas por causa de uma legislação anacrônica, atrasada, levando embora emprego e renda. Vamos criar um conselho de contribuintes, tributaristas e auditores para propor uma legislação moderna do ICMS, que resgate a competitividade da economia mineira. Nosso estado, que já chegou a disputar o segundo lugar com o Rio nos rankings de competitividade, hoje está em sexto, atrás de São Paulo, Rio e dos estados do Sul. Vamos recuperar a posição perdida.

Como pretende trabalhar pelo desenvolvimento econômico e social das regiões?
Para reduzir a desigualdade regional que prevalece no nosso Estado, vamos fazer um governo regionalizado para fortalecer as vocações econômicas locais, sempre buscando agregar valor às atividades. Também vamos ampliar os programas em parceria com o governo Federal, principalmente, os cursos profissionalizantes, aumentando as chances dos nossos jovens se prepararem melhor para o mercado de trabalho. Nossa ideia é que o crescimento seja justo e inclusivo, principalmente, no Norte de Minas e Vales do Jequitinhonha e Mucuri, que têm grande riqueza energética, mineral e cultural.

Quais são os principais desafios que o novo governador enfrentará?
A dívida estadual de R$ 80 bilhões, a maior do país, é preocupante. Uma vez eleito, vou me empenhar para renegociar o valor junto ao governo Federal que, inclusive, já abriu essa possibilidade para o atual governo do Estado. Estranhamente, os tucanos não se interessaram e se limitam a criticar a forma de cobrança. Fingem esquecer que o contrato foi assinado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo então governador Eduardo Azeredo, ambos tucanos.

A crise internacional persiste e compromete o crescimento econômico do Brasil. O que fazer para que Minas se expanda e sustente seus projetos de governo?
Precisamos resgatar a competitividade de Minas Gerais com uma revisão da legislação tributária. Ao mesmo tempo, temos de promover a entrada da economia mineira no século 21, na era do conhecimento, agregando valor às nossas riquezas. Produzimos um dos melhores cafés do mundo e o vendemos em grãos. Vamos transformar esse café aqui. O mesmo acontece com nossos minérios.

Vamos trazer as universidades e as escolas técnicas para perto do governo e das empresas para agregar inovação e tecnologia às cadeias produtivas do Estado. Minas tem um grande ativo que são as 11 universidades federais no nosso território, seis institutos federais de ensino técnico, os Ifets, além da Uemg, da Unimontes e dos institutos estaduais de pesquisa. Eles produzem conhecimento e tecnologia em todas as regiões do Estado e serão parceiros fundamentais para a economia mineira dar um grande salto.

O senhor se considera preparado para enfrentar um eventual cenário negativo, com perdas de arrecadação?
Quando cheguei à prefeitura de BH, em 1993, como secretário da Fazenda do então prefeito Patrus Ananias, enfrentei o desafio de sanar as dívidas municipais herdadas do governo anterior. Na ocasião, o rombo era equivalente a um orçamento inteiro. Pegamos um município falido e conseguimos colocar as contas em dia. Mesmo a grave crise internacional do final dos anos 1990 não impediu as realizações da PBH. Assumi como prefeito em 2001, fui reeleito em 2004, e ao terminar minha gestão fui escolhido o oitavo melhor prefeito do mundo, tendo entregue à população programas como o Vila Viva, o Orçamento Participativo Digital, as Umeis, o Centro de Especialidades Médicas e tantas outras obras importantes. Em todo este período, a receita do município saltou de R$ 800 milhões para R$ 3 bilhões.

Se eleito, que Estado o senhor deseja entregar?
Meu governo terá como norte o lema “inovar, incluir e melhorar”. Inovar significa nos cercarmos de todo os recursos tecnológicos, aliados às boas ideias disponíveis, para fazermos uma administração moderna, ágil, presente onde a população está. Incluir é aglutinar todos em torno das ações do governo. Não se trata apenas de inclusão social, voltada para os mais carentes, que é muito importante também, mas trazer para junto de nós as empresas, entidades, o meio acadêmico, enfim, toda a sociedade para viabilizarmos o governo de participação.

Se eleito, qual será o perfil do seu secretariado?
Quando fui prefeito me cerquei de pessoas competentes e comprometidas, vindas da academia, da política, do empresariado. É essa combinação que garante uma boa gestão, que oxigena o governo.

Por que os mineiros devem votar no senhor?
Vamos fazer um governo aberto, em que as mineiras e os mineiros serão ouvidos. Vamos tratar os mineiros de forma carinhosa, com atenção e respeito às várias regiões, suas vocações, seu potencial.