O candidato do PT ao governo de Minas, Fernando Pimentel, vai reduzir os aparições em eventos oficiais do partido durante a Copa do Mundo e, até a próxima semana, se dedicará a viagens pelo Sul do Estado e Triângulo, com as Caravanas da Participação, conforme informou nessa segunda-feira (16). 


De acordo com o petista, além da orientação de respeito à legislação eleitoral, que proíbe campanha antes de 5 de julho, seria “anti-patriótico” ter agenda em dia de jogo do Brasil. Pelo menos até o próximo sábado, estão descartadas vindas da presidente Dilma Rousseff (PT) e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Minas.


“Estamos viajando, mas não é campanha. São reuniões fechadas, não pode fazer reunião aberta junto com lideranças. Pode fazer plenárias partidárias. Na Copa, a gente tenta não fazer nada. No jogo do Brasil não adianta”, disse.


“O pessoal do nosso jurídico já me disse: ‘para de ir (nas agendas do governo federal), para o PT, você já é candidato’. Pela lei só é candidato após a convenção, mas a gente já fez a nossa convenção estadual, então eu não posso ir mesmo em inauguração, nessas coisas”, acrescentou.


‘PMDB MADURO’


A partir de agora, segundo o candidato petista, as caravanas passarão a contar com uma presença mais firme dos partidos que compõem a coligação em torno de sua candidatura (além do PT, PMDB, PROS, PCdoB e PR). É o caso do candidato a vice, o peemedebista Antônio Andrade, que restringiu sua participação na fase anterior às convenções.


Pimentel recusou o mérito pela manutenção da aliança com o PMDB, com menos de 1% de dissidência, como se verificou na convenção do último sábado. “Eles (PMDB) fizeram a convenção, estavam muito satisfeitos. Dessa vez, eles se uniram, essa que é a novidade, porém acho que é maturidade política do PMDB, não tem nada a ver comigo”.


ALIANÇAS


Embora considere ainda haver espaço para acordos pontuais com partidos ou lideranças que não definiram o caminho nas eleições, Pimentel não acredita em mudanças relevantes no quadro. Ele reconhece a importância de acordos locais _ para contar com o trabalho de líderes –, mas acredita que o eleitor mineiro é politicamente maduro e não se sujeita à transferência de votos de um padrinho político para seu afilhado.


Pimentel comentou o fato de Lula ter repetido no domingo (15) uma frase que ele disse no ato político após a convenção do PT, no sábado. “Da outra vez (eleições presidenciais), o Lula falava que a esperança ia vencer o medo. Agora não é o medo, é o ódio. Então vai ser isso, a esperança vence o ódio. Acho que o Lula gostou disso”, comentou o candidato petista, referindo-se ao discurso da oposição.

 

SAIBA MAIS:
Lupi defende Dilma em evento do PDT


O PDT do Rio de Janeiro realizou sua convenção na tarde dessa segunda-feira (16) e confirmou o apoio a Dilma Rousseff (PT) à Presidência, em consonância com o PDT nacional. O ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi, uma das vítimas de afastamentos no primeiro ano de gestão de Dilma, no período que ficou popularmente conhecido como “faxina ética”, saiu em defesa da presidente, aludindo às vaias recebidas por ela em São Paulo, durante o jogo inaugural da Copa. “Não tem que se preocupar com vaia. Quem é brizolista sabe que a gente se alimenta da luta”, afirmou à militância que lotou um auditório da sede do partido e, do lado de fora, acompanhou a convenção por um telão.