O evento de filiação de três novos parlamentares para a bancada do PMDB na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que agora passa a ser a maior, foi prestigiado por parlamentares petistas e pelo secretário de Estado de Governo, Odair Cunha (PT), em um movimento do governador Fernando Pimentel (PT) no sentido de afagar o partido aliado. As filiações ocorreram nessa segunda (29) em Belo Horizonte.

Os peemedebistas se queixaram recentemente da falta de voz dentro da administração estadual, e de terem suas pastas muito afetadas por cortes de gastos promovidos pelo Executivo. O próprio governador era presença aguardada na cerimônia de filiação, mas, por conta da agenda, desmarcou.

“Não é fácil fazer aliança, mas em Minas temos mais que celebrar a unidade e convergência com o PMDB. Esse esforço significa o bem de Minas”, disse Odair Cunha em seu pronunciamento.

Aliança

O presidente da ALMG, Adalclever Lopes, discursou no mesmo sentido, pregando a unidade. “Aliança é igual casamento, a gente se coliga com quem parece com a gente. Em Minas não estamos governo, nós somos governo”, disse, ao lembrar que o PMDB é titular em secretarias no governo estadual, além de ter o vice-governador, Antônio Andrade.

Na ocasião, o PMDB filiou o deputado Douglas Melo, que veio do PSC, Thiago Cota, antes no PMB, e Isauro Calais, que deixou o PMN. Com as filiações, o partido passa a ter a maior bancada na Assembleia, com 13 deputados, à frente do PT, com 10. “O PMDB é o partido mais forte no Estado e no Brasil. Através dele consigo contribuir para o crescimento do Estado”, afirmou Douglas Melo. Segundo ele, a expectativa é a de que o Estado consiga enfrentar a crise econômica para realizar os investimentos necessários.

As eleições municipais de Belo Horizonte também foram assunto na reunião. Antônio Andrade disse que o PMDB tem muitos pré-candidatos, e que permanece entre eles o empresário Josué Gomes, filho do ex-presidente José Alencar, falecido em 2011. Andrade colocou na disputa interna do partido os deputados federais Leonardo Quintão, Laudívio Carvalho e Rodrigo Pacheco, além do secretário de Meio Ambiente Sávio Souza Cruz.

Reeleição de Adalclever

A reeleição do presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Adalclever Lopes (PMDB), agrada ao governo e a bancada petista na Casa. O parlamentar foi eleito para o biênio 2014/2015 a partir de um acordo para presidir o Legislativo por dois anos e depois ceder a vaga para o PT – um revezamento entre as duas maiores bancadas.

O vice-governador, Antônio Andrade (PMDB), o secretário de Estado de Governo, Odair Cunha, e o líder do governo na ALMG, Durval Ângelo, se mostraram favoráveis a permanência do peemedebista na cadeira da presidência.

“O Adalclever é o peemedebista mais petista que conheço. Tem sido esteio do governo na Casa e, embora isso ainda tenha que ser discutido, eu sou a favor de que ele seja mantido”, defendeu Durval Ângelo.

Sobre a reforma administrativa que o governo de Minas pretende promover, o secretário Odair Cunha afirmou que intenção é dar mais eficiência à máquina pública, mas que não há prazo para envio do projeto à ALMG.

“Temos conversado com todos os partidos que compõem nossa base no tempo que a dinâmica impõe do diálogo. O Estado precisa ser mais eficiente e este é o sentido da reforma, então não adianta estabelecermos um prazo de envio. O que nós queremos é eliminar sobreposição de papeis, e eliminar sempre que nós pudermos, eliminar duplicidade de ação, ou seja, dois órgãos que cumprem a mesma função”.

Sobre a eventual extinção de secretarias, ele afirmou que “temas como esse são sempre tratados”.