Após a Justiça Eleitoral em Minas Gerais conceder liberdade ao assessor especial do ministro de Turismo do governo Bolsonaro, o presidente voltou a afirmar, nesta terça-feira (2), que "por enquanto", os 22 ministros continuam no cargo. Ele afirmou que "ainda" não há nada contra o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, mas ponderou que se algum assessor do ministro falar e confirmar o seu envolvimento serão tomadas providências.

Nessa segunda (1°), além do assessor especial do ministro, Mateus Von Rondon Martins, também foram soltos dois coordenadores de campanha de 2018, época em Álvaro Antônio concorria a uma vaga na Câmara dos Deputados. O assessor e os coordenadores também foram indiciados pela Polícia Federal por falsidade ideológica, uso indevido de verba e associação criminosa, com pena máxima de nove anos e três meses de prisão, no total.

As prisões ocorreram na segunda fase da Operação Sufrágio Ostentação, que apura um suposto esquema de candidatas "laranjas" nas eleições de 2018, com o objetivo de acessar fundos eleitorais destinados exclusivamente a campanha de mulheres. À época, o atual ministro do Turismo presidia o PSL no Estado.

"Por enquanto temos 22 ministros sem problema. Tem que ter acusação grave, com substância. Por enquanto não tem nada contra ele (Álvaro Antonio) ainda, tem contra o assessor. Se o assessor falar e for confirmado que ele tem participação... daí a gente toma uma providência", disse Jair Bolsonaro. Ele deve se reunir com o próprio ministro do Turismo na quarta-feira (3) ou na quinta-feira (4) dessa semana.

*Com Estadão Conteúdo. 

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